terça-feira, 1 de julho de 2014

1 ano sem Canadá

só hoje eu percebi que dia 26 de junho fez 1 ano que eu entrei num avião e fui passar 3 meses morando numa republica em outro país acompanhada de uma das minhas melhores amigas. eu não sei como explicar de outra forma, então vou sintetizar na seguinte frase: essa foi a experiência mais sensacional da minha vida até então! :)

perdi um pouco da vergonha de falar com os outros (já que eu não tinha outra opção), melhorei o meu inglês, criei mais responsabilidade, fiz amigos de diversos países do mundo - desde o brasil até o japão, comi várias coisas gostosas e, principalmente, cresci muito como pessoa. passei a respeitar e a entender melhor as diferenças e os costumes das pessoas que agem e pensam diferente de mim, passei a dar mais valor pros meus pais e pro esforço que eles fazem pra que tudo dê sempre certo e passei a enxergar que o planeta Terra é imenso e bonito demais pra que eu me contente em viver sempre em um único lugar.

tô morrendo de saudade de Toronto, da minha casinha no porão do prédio, do meu professor engraçadíssimo, dos meus amigos, dos malucos sem noção da vida que moram naquele país, da segurança que eu tinha em andar sozinha na rua escura, do cinema de 5 dólares do ladinho de casa... 

eu ainda volto pra esse lugar. pra recordar "ao vivo" todas as minhas memórias que ainda estão fresquinhas na minha cabeça e pra viver mais várias outras histórias, já que quando eu fui eu era considerada menor de idade por lá e não podia entrar nos night clubs :P hahaha

melhor landscape <3 :')

casa loma + toronto island + niagara falls 

baseball game + cn tower 

terça-feira, 27 de maio de 2014

uma a menos no jardim

o eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar. de repente, sem querer, ele acabou percebendo o tamanho da burrada que havia feito. então o desespero foi crescendo dentro dele e a única reação possível pro eduardo naquele momento era continuar embaixo das cobertas, fechar os olhos novamente e tentar acreditar que tudo não passava de um pesadelo muitíssimo parecido com a realidade.
o problema é que aquilo era real. todos os pensamentos amedrontados e os sentimentos agitados do eduardo estavam cada vez maiores por causa de algo que de fato havia ocorrido. criando um fiozinho de coragem, ele levantou da cama e foi caminhando lentamente até a sala de sua casa. ao olhar pro lado direito, próximo à janela, seu mundo caiu. essa foi a confirmação de que ele estava realmente perdido e sozinho a partir daquele momento. 

eduardo esqueceu de regar a sua flor, porque acreditava cuidar dela bem o suficiente. sua inocência (ou falta de carinho?) fez com que ele fosse negligente em relação ao que ele amava. quando ele se deu conta, sua margarida havia murchado e morrido. a flor tinha deixado ele pra trás, pra sempre. ela, que antes era cheirosa e cheia de cor, estava agora sem vida nenhuma. 
pra quem olha de fora, isso pode não ser nada demais, pode ser uma coisa boba e corriqueira. mas o que acontece é que o eduardo não sabia viver sem a sua margarida. e nem ele tinha se dado conta disso antes.

boa sorte, eduardo. espero que um dia você saia dessa. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

don't carry the world upon your sholder

eu costumava me culpar por tudo. qualquer coisa ruim que acontecesse era, de certa forma, culpa minha. até que um dia eu percebi que: nossa senhora, como eu sou egocêntrica. eu sou 1 só e nem tenho tanta importância assim no mundo, por que raios eu seria responsável por todas as coisas? 
desde que eu me toquei do tamanho da minha insignificância (não acho que isso seja uma coisa ruim, aliás), eu parei de me martirizar por tudo. assumo a culpa quando realmente a tenho, mas quando ela não é minha, o problema também não é. 
tô parando de me preocupar com tudo antes da hora, parando de fazer tempestade em todos os copos d'água que eu encontro pelo caminho, parando de querer tomar as rédeas de todas as situações. a vida tá ficando tão mais leve e mais bonita! :)

cada um tem sua parcela de responsabilidade sobre as coisas que o cercam, cada um tem que fazer a sua parte. não quero mais ter que assumir a minha e a dos outros. não quero mais ser a única que leva tudo a sério enquanto ninguém mais dá importância pro que tá me corroendo por dentro. chega. 


"pare de se preocupar com coisas que você não pode controlar"

sábado, 26 de abril de 2014

algo em tudo que passa, fica

meu coração deve ter 2x o tamanho do planeta terra, só isso explica o fato de caber tanta coisa dentro dele. tudo (eu disse tu-do) que eu já gostei de verdade um dia, continua aqui. pra sempre. em menor intensidade, às vezes escondidinho em um dos cantos, mas ainda se faz presente.
aquela música que um dia já foi minha preferida e hoje eu não escuto mais, aquela pessoa que um dia eu considerei como um dos melhores amigos e hoje eu nem converso mais, aquele desenho que eu assistia todos os dias e hoje não passa mais na tv. se eu sair revirando essa caixa enorme que eu chamo de coração, vou encontrar tudo isso. 
talvez eu nem me lembre mais de certas coisas, porque minha memória tá longe de ser boa. mas se eu, por algum motivo qualquer, me recordar, pode ter certeza que pelo menos 1% do que um dia foi amor de verdade, vai aflorar de novo. vai me tirar um sorriso, vai me trazer uma sensação gostosa. 
isso é o que me faz confirmar (ou não) se eu realmente gostei das coisas. se eu penso em algo que eu já julguei importante um dia e agora não me faz a menor diferença, eu percebo que, no fundo, não era importante coisa nenhuma. me fazia bem, eu achava que gostava e pronto. mas hoje eu vejo que, realmente, eu só achava. quando as coisas se tornam totalmente indiferentes pra mim, elas nunca me foram essenciais.

"é sempre amor, mesmo que acabe. é sempre amor, mesmo que mude"

terça-feira, 25 de março de 2014

eu devia pedir desculpas

devia, mas não vou.
devia, mas não quero.
me assumo e aguento o que estiver por vir.

o que eu queria mesmo
lá no fundo, de verdade
era cobrar.

queria, mas não vou.
queria, mas não devo.
não devo, não posso e, por isso, me seguro.

exigir demais
seja de quem for
é besteira.



terça-feira, 18 de março de 2014

vai, lela, ser gauche na vida

sinto que não nasci com muita aptidão pras coisas. me julgo boa em algo, vou lá e descubro que: ops, nem sou. e aí eu fico louca, porque "pqp não é possível que eu não sirva pra nada nessa vida". e isso faz com que eu sinta vergonha de tudo. de não conseguir fazer algo, de falar algo errado, de ~fazer feio~ na frente dos outros..
também morro de vergonha de puxar assunto com as pessoas, nem que for só pra avisar a moça do metrô que "oi, sua camiseta tá ao contrário", por exemplo. na verdade, prefiro passar despercebida no meio da multidão. ficar ali no meu canto, sem reparar muito no que tá em volta, curtindo minha própria companhia.
ainda mais porque, além de tudo, eu não tenho paciência. então eu prefiro ficar sozinha do que estar acompanhada de uma pessoa chata.
mas aparentemente isso faz com que as pessoas malucas sejam atraídas por mim.... olha, é uma coisa fora do normal. parece que existe um ímã que puxa todo o tipo de gente descompensada pra perto da minha pessoa. 
e eu, com toda a fofura do meu ser, deixo nítido o quanto eu não queria de verdade verdadeira ter que conversar com o maluco. faço cara feia, não sorrio, não dou continuidade aos assuntos. porém isso pouco importa, já que a pessoa não. vai. embora. nunca. :|
dizem que os opostos se atraem, né? seguindo essa premissa, eu seria a pessoa mais centrada e coerente da face da terra. mas tô começando a acreditar que, no fundo, a maluca sou eu. porque não é possível. 
ou então, pra piorar, talvez o meu talento na vida seja realmente esse: conviver, sem surtar, com gente doida e sem desconfiômetro.

pra vocês, malucos da faculdade que eu sequer gosto e que agem como se fossem meus amigos: apenas não. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

silêncio é expectativa (mas não precisa ser)

primeira aula, 40 pessoas sentadas umas ao lado das outras, ninguém se conhece. silêncio. o professor entra na sala, diz "bom dia", todo mundo responde. silêncio. e mais um pouco de silêncio.
então o professor começa a falar - sem parar - alguma coisa desnecessária e chata, que deixou a turma toda com muito sono, mas que me rendeu algo pra pensar a respeito. no meio de todo o discurso, eis que surge a frase "o silêncio é expectativa". e eu tô aqui pensando nisso há mais de 24h. 

as pessoas tendem a ficar desconfortáveis quando estão em silêncio na companhia de mais alguém, principalmente se é alguém com quem não se tem intimidade. e rola toda uma espera, uma expectativa mesmo em cima de quem vai quebrar o gelo e qual será o assunto abordado. 
aí o mais incomodado com a falta de diálogo tende a falar coisas como, por exemplo, "e esse calor, hein? tá precisando chover", como se a outra pessoa não estivesse no mesmo lugar que ele e não soubesse exatamente como está o tempo.... 

eu aprecio o silêncio. assim eu escuto meus próprios pensamentos e percebo facilmente quando acontece algo ao meu redor. o menor dos barulhos soa como um estrondo quando quebra um período silencioso. não sinto necessidade de falar com alguém só porque estamos dividindo o mesmo espaço. o silêncio é quase uma pausa na rotina. hoje em dia o normal é o barulho caótico do trânsito, das milhares de pessoas que se apertam nas estações de trem e metrô, das televisões que estão sempre ligadas...

é lindo poder se desligar disso tudo, nem que seja apenas durante alguns minutos. e é mais lindo ainda quando você consegue compartilhar o silêncio com outra pessoa e se sentir em paz. sem ficar contando os segundos pro outro falar, sem ficar esperando algo acontecer pra vocês terem algum motivo pra conversar. se sentir bem e confortável na companhia de outro alguém, mesmo sem falar nada, é uma sensação muito gostosa. encontrem alguém que lhes transmitam esse sentimento e, por favor, não deixem que esse alguém saia da vida de vocês. <3