quarta-feira, 15 de julho de 2015

5 e 6. classmates dez anos mais velhos que eu

eu pensei em falar sobre um deles, mas eu não conseguiria deixar de falar sobre o outro também. e por mais que eu pudesse dividir o texto em dois e falar de cada um em posts separados, a coisa perderia o sentido. a graça eram eles dois juntos. nós três juntos. e nada mais justo do que eu preservar isso aqui, relembrando dois dos meus colegas de classe mais especiais da vida.

no intercâmbio, eu tinha uma aula extra depois do almoço. era sobre pronuncia, pra ajudar os alunos estrangeiros a melhorar no inglês e perder um pouquinho dos sotaques. no meu primeiro dia de aula, me senti perdida e morri de vergonha. mas o professor era incrível, deixava todo mundo super à vontade e, pra fazer com que os alunos interagissem e conversassem entre si, ele passava várias atividades em duplas ou em grupos. pra minha sorte, minha primeira dupla foi o patrick. alemão, tímido, quietinho, com a maior cara de filhinho da mamãe. pra minha surpresa, aquele cara com rosto de adolescente tinha 28 anos. e ele se assustou tanto quanto eu ao descobrir que eu "só" tinha 18. inacreditavelmente, a gente se deu bem. e nos tornamos quase uma dupla permanente nessas aulas, sempre fazendo os exercícios juntos. e eu, com esse jeito bobo, morria de rir o tempo inteiro. acho que ele nunca entendeu direito o que me provocava tantos risos (nem eu sei, pra ser sincera), mas ele ria comigo - ou de mim - na maioria das vezes.

dois meses se passaram, as aulas já eram ministradas por outra professora (dez vezes pior que o anterior, diga-se de passagem), mas eu e o patrick continuávamos juntos na classe. e nesse meio tempo, uma quantidade infinita de alunos diferentes entrou e saiu por aquela porta. até que, de repente, eu me vi fazendo amizade com um cara incrível. que, coincidentemente - ou não! -, era amigo do patrick. esse cara, o simone (jamais aprendi a pronunciar o nome dele da maneira correta), é um italiano de vários metros de altura, absolutamente simpático e falante, que na verdade tem cara de árabe. falou comigo a primeira vez pra me ensinar a jogar um jogo de tabuleiro, enquanto o patrick me zuava por eu não entender o funcionamento do negócio. o simone chegou nessa aula pra abalar a dupla inabalável, já que ele foi o meu par nos exercícios diversas vezes desde então. quando eu descobri que ele já tinha 27, não me surpreendi tanto assim. e acho que ele também não achou esquisito o fato de eu ter quase dez anos a menos, porque minha tiara de lacinhos já me denunciava.

não tenho nenhuma foto com o patrick, mas são três meses de recordações da cor vermelho-tomate que o rosto dele ficava a cada vez que eu fazia alguma piada ou gargalhava fora de hora. já com o simone eu tenho uma foto linda, pra compensar a menor quantidade de tempo que passamos juntos (o que não faz com que eu tenha menos memórias especiais, muito pelo contrário). morro de saudades deles dois, das brincadeiras, das trocas de olhares quando a professora passava atividades ruins que ninguém queria fazer, das vezes em que o patrick me falava pra parar de rir e que o simone ria ainda mais junto comigo... não me esqueci que nosso tchau foi um até logo, não um adeus. sinto uma vontade tremenda de um dia poder revê-los, juntos mais uma vez, em algum lugar tão incrível quanto toronto.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

3. aquela que eu mal conheci, mas sempre amei

minha avó materna faleceu assim que eu completei um ano de idade. sendo assim, fica claro que eu não tenho nenhuma lembrança, já que mal tive tempo de aproveitar ao lado dela. tudo o que eu tenho são as histórias que as pessoas contam e algumas poucas fotos. o que eu acho incrível é que, mesmo que eu realmente nem conheça a minha vó, ela sempre foi uma das pessoas que eu mais amo nessa vida. é uma coisa de louco o quanto essa mulher enche o meu coração de amor só de pensar nela. mas, em contrapartida, meu peito aperta de um jeito que chega a doer! 

que injusto você ter ido embora assim tão cedo, vó! injusto com você, injusto comigo. egoísta pensar em mim nessas horas, né? eu sei. mas por muito tempo eu desejei ter nascido a filha mais velha, pra poder ter você - e o meu avô - ao meu lado por mais tempo. nunca disse pra ninguém, mas eu morria de inveja do meu irmão. por que ele teve a chance de crescer do seu lado, mesmo que só na infância, e eu não? hoje em dia eu não penso mais dessa forma, já passei da fase de despejar minhas frustrações em cima de quem não tem nada a ver com elas. mas eu continuo sentida por não saber como era a sua voz, não saber se você dava ou não aqueles abraços super apertados, não saber se você sentaria comigo no sofá de tarde pra assistir alguma bobagem na televisão ou se preferiria ficar na cozinha preparando doces pra gente comer depois. 

das coisas que me contam sobre você, as comidas que você fazia são o que mais me chamam a atenção. talvez seja porque as pessoas falem disso com brilho nos olhos e água na boca até hoje, talvez seja por eu ser fominha e sempre me empolgar quando o assunto é comida. deve ser pela mistura das duas coisas. imagina que delícia nós duas cozinhando juntas? você me ensinando suas receitas que continuam famosas, nós duas sujando a cozinha inteira, você provavelmente me dando bronca pela minha lerdeza e eu ficando irritada por conta disso... ou não, né? não sei como seria a nossa relação de verdade, tudo o que eu posso fazer é imaginar. e já que isso é o que me resta, na minha mente a gente se dá super bem! às vezes sai umas confusões (minha mãe vive dizendo que você falava alto e era meio grossa. eu, manteiga derretida desse jeito, ia viver de bico por causa disso), mas a gente se diverte muito juntas! eu, você e mamãe. as três gerações juntinhas, todas parecidas umas com as outras, morrendo de dar risada em volta da mesa do café da tarde. 

eu te amo muito, vó! de verdade mesmo. é uma pena que você não tenha passado mais tempo aqui na terra. te agradeço pelo seu livro de receitas e por alguns traços do meu rosto, que supostamente são super parecidos com os seus. mais uma vez, amo você. pra sempre, em qualquer lugar a gente esteja.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

amizades de transporte público

eu encontro todos os dias com as mesmas pessoas no ônibus. ninguém se fala, ninguém nem se cumprimenta, mas todo mundo se conhece - nem que seja só de vista, só de ônibus. as pessoas agem sempre da mesma forma, costumam sentar nos mesmos lugares, e por aí vai.

duas figuras especificamente andaram aguçando a minha curiosidade nesses últimos tempos: um casal de amigos. apesar de estarem sempre juntos, eles são totalmente diferentes. pelo menos aos meus olhos, como mera observadora à distância.

seguindo a premissa da rotina já citada lá em cima, todo dia ela faz tudo sempre igual. ele também. é impressionante como ela fala o tempo todo, sem pausas nem pra respirar. e ele fica quieto, de vez em nunca responde de forma monossilábica só pra dar prosseguimento ao assunto. ela sempre gesticula muito e nunca para de rir. ele, em contrapartida, às vezes acena com a cabeça e esboça, no máximo, um sorrisinho.

eu nunca sentei perto o suficiente pra escutar sobre o que eles conversam, sempre existem diversos bancos entre nós. mas ao longe, pela impressão que eles me passam por meio de seus semblantes, consigo perceber que ele não esconde seu descontentamento em relação àquela falação toda. e ela, coitada, nem percebe. será que é ingênua? talvez não. talvez ela esteja tão imersa em suas próprias palavras que nem se dá conta de que o outro nem ouvindo está.

às vezes ela só precisa de alguém ali do lado, balançando a cabeça de tempos em tempos, só pra não sair por aí falando sozinha. só pra não ser chamada de doida. e ele? às vezes só precisa de alguém ali do lado, quase que num monólogo, só pra não se sentir solitário. só pra ter uma companhia. (vai ver que ele é só muito educado pra dizer "ei, já chega, por favor".) 

dois companheiros do dia a dia. dois opostos. tão distintos, tão distantes.

terça-feira, 19 de maio de 2015

2. o causador de discórdias

eu resolvi colocar em palavras tudo o que eu jamais pensei em te dizer - ou melhor, resolvi tentar fazer isso, né. tudo ainda é tão sem pé nem cabeça que nem as frases eu consigo formar com muita clareza... eu posso afirmar poucas coisas a respeito de toda essa história. pra ser mais exata, eu tenho certeza a respeito de apenas três pontos. aqui vão eles:

1) sua chegada foi tão abrupta quanto a sua ida. chegou do nada, sem mais nem menos, e foi entrando sem nem pedir licença. quando eu me dei conta, você já tinha lugar cativo por aqui. o processo foi rápido, né? bizarro pensar nisso. em questão de dias parecia que a gente já se conhecia há anos. que sintonia maluca foi aquela que a gente descobriu que dividia? eram tantas coisas em comum que você, mais de uma vez, chegou a afirmar que eu era a sua versão de saias. eu já devia ter desconfiado que aquilo não estava certo, nem saias eu usava, afinal de contas. mas realmente era incrível o quanto a gente se dava bem. e era mais incrível ainda quando você me dizia, com todas as letras, que confiava em mim de um jeito único. todo mundo ouvia suas histórias malucas e engraçadas sobre coisas legais, mas só eu recebia pedidos de socorro quando as coisas ficavam feias. e eu me sentia aliviada em saber que também podia correr pra você quando precisava de uma força extra. no total, foram uns bons três anos de amizade. bem pouco perto do que tudo prometia, né? mas acontece que nesse meio tempo, as coisas mudaram muito entre nós dois. passamos de amigos pra algo que eu nunca soube nomear. e foi tudo tão rápido e tão intenso que às vezes eu nem lembro que também foi desgastante pra caramba. eu ficava tão confusa! agora lembrei que você é de gêmeos e, sério, isso explica muita coisa... esclarece inclusive o fato de eu ter me cansado de você e ter decidido que não, pra mim não dava mais, foi mal. e aí você sumiu do nada, sem mais nem menos, e foi saindo sem nem me dar um tchau. 

2) apesar de tudo, sempre houve um carinho imenso entre nós dois. desde sempre, até o final. amor mesmo eu não sei, pelo menos não aquele amor romântico entre duas pessoas. mas carinho, ah, esse sim! daqueles que me faziam criar coragem de falar ao telefone (mesmo que com a barriga revirando de vergonha). daqueles que te faziam me abraçar por longos minutos e ainda ficar querendo mais. daqueles que nos permitiam dividir uma barra de chocolate juntos enquanto você me explicava o funcionamento e as regras de algum esporte que eu confesso que não entendo até hoje - péssimo professor, hein? mas na época eu jurei que tinha entendido, só pra você sorrir pra mim.

3) ninguém nunca causou tanto desentendimento entre duas pessoas quanto você. nós dois discutimos poucas vezes. umas duas, três no máximo. briga mesmo nunca teve nenhuma. mas você sabe muito bem em quantas confusões já me meteu, né? nunca antes na história desse país duas pessoas brigaram tanto pelo mesmo motivo quanto aconteceu depois que você apareceu. era a coisa mais cansativa do universo passar todos os dias pelas mesmas discussões, ouvir sempre as mesmas ladainhas, responder sempre as mesmas besteiras. eu poderia ter resolvido esse problema de um modo muito simples: parar de falar com você (se eu soubesse que um dia você sumiria tão de repente, talvez eu tivesse feito isso). mas nunca sequer cogitei essa possibilidade, não me parecia cabível fazer isso com a gente. hoje em dia eu não falo com você e nem com quem brigava comigo por sua causa, olha só como as coisas mudam. os dois foram embora, mas as memórias da encheção de saco continuam aqui comigo.  

nossos caminhos seguiram por direções praticamente opostas e, vou ser sincera com você, não sinto nenhum pesar nisso. aceitei (com um tantinho de dificuldade) que assim seria melhor pra todo mundo. pra mim, principalmente. você me ajudou muito a não cair quando eu mais precisei e eu te agradeço imensamente por isso, mas te agradeço mais ainda por ter entendido que realmente não tinha mais nada a ver. não sei mesmo como você tá, como anda a sua vida, ou qualquer outra coisa do tipo. mas ó, espero que você esteja muito feliz. e que tenha se encontrado, finalmente. segue em paz, sempre!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

the amazing boat party

eu perdi umas oportunidades lá no meu intercâmbio. a maioria delas relacionadas a conhecer lugares diferentes e ir a festas/eventos. os motivos não cabem aqui - e nem são da conta de ninguém, na verdade - mas imaginem então o quanto eu fiquei feliz quando eu fiquei sabendo que a escola em que eu estudava ia dar uma Festa Muito Louca™ :D


o motivo da festa era o aniversário da escola. todos os anos eles comemoram da mesma forma: com um "esquenta" (entre aspas, porque não necessariamente rola bebida haha) com umas brincadeiras e tal, pra deixar o pessoal mais entrosado, em algum salão grande pra comportar todo mundo (no ano em que eu estive presente, alugaram o andar de cima do hard rock café) e depois, todos juntos, de metrô, eles levam a galera até o píer. a festa oficial de comemoração é num barco!! ele dá uma volta completa e a gente vê a cidade sob diferentes ângulos e presencia o céu mudando de cor muitas e muitas vezes... <3


isso já vai fazer dois anos (pqp, como o tempo voa!), então é óbvio que a maioria das minhas memórias já se perdeu. mas algumas coisas foram realmente bem marcantes, por mais bobinhas que elas possam parecer. foi nessa festa que eu comecei, de verdade, a ser amiga do francês mais chato feat. maravilhoso do planeta. foi nessa festa que meu amigo japonês de quase 30 anos fumou maconha pela primeira vez (e ele achou o máximo, digassi di passagi). foi nessa festa que o meu professor ficou tão bêbado que deixou minha amiga passar batom cor-de-rosa nele. foi nessa festa que uma intercambista asiática fez alguma besteira (não consigo lembrar o que foi ;~), levou bronca quando foi pega e chorou horrorres. foi nessa festa que eu e os outros brasileiros rimos bastantão dos gringos cantando e dançando "ai se eu te pego". foi nessa festa que eu vi um pôr do sol tão lindo que entra no top 5 da minha vidinha. foi nessa festa que eu me senti absurdamente abençoada e privilegiada por poder vivenciar aquilo tudo.


eu gostei muito desse dia! fui pega de surpresa, não fazia ideia de que a escola proporcionaria algo assim pros alunos. mas o que me deixou mais feliz foi a ideia de ter participado de algo diferente, que eu nunca tinha feito antes (no caso, uma festa dentro de um barco em movimento), e que eu teria poucas chances reais de fazer se estivesse no brasil. ah, canadá... que saudades de você e de tudo o que eu vivi por aí! já disse antes, mas não canso de repetir: um dia eu volto! fica esperando por mim!

um dia em toronto
(e suas diferentes cores, nuances e tons)



segunda-feira, 11 de maio de 2015

sinuosamente

meu coração anda tão apertadinho nesses últimos dias. e a garganta, ah, a garganta... essa aí nem se fala. de vez em quando tá que chega a doer. mas o problema mesmo são os olhos. esses eu não tô conseguindo controlar. eu me esforço, conto até dez, tento pensar em outras coisas. mas não há o que eu faça, meus olhos insistem em derramar lagriminhas inoportunas. são poucas, normalmente uma só. aquela filha única, que dá tchau sem olhar pra trás, e sai rolando pela minha bochecha antes que eu consiga contê-la. os motivos são muitos, mas se eu for reparar bem, parece que não há motivo algum. é uma palavra dita fora de hora, um silêncio que não devia existir, um pensamento meio torto. um não, vários. o que mais se encontra por aqui são pensamentos que chegam sem avisar, me pegam desprevenida e causam um desassossego chato na alma, uma tristeza levinha que não tá me dando folga. eu sou responsável pela maioria das coisas que me tiram do eixo - normalmente, minha imaginação cria motivos e possibilidades que não necessariamente são reais e eu fico maluquinha. eu sei que tudo não passa de invenção, eu sei que não há absolutamente nenhuma prova de que as coisas que se passam pela minha mente são verdadeiras. mas nada disso me impede de sentir um turbilhão de coisas que me esmagam o peito. ê, carência incessável que não larga do meu pé! tenho certeza de que a culpa disso é toda sua! se bem que, no fundo, a culpa é mesmo minha. eu digo que é dela pra me livrar do peso na consciência, pra fingir que não sei como consertar essa situação. só que a teoria é fácil demais se comparada à prática. por mais que eu tente, ainda não consigo largar a carência pra trás e preencher sozinha todo o meu vazio. já caminhei bastante, mas o caminho é muito longo. tô tão longe da metade que mal consigo vislumbrar o fim do túnel.

(o texto já tem um tempinho, mas agora faz tanto sentido quanto na época em que eu escrevi.)

sábado, 9 de maio de 2015

1. a intercambista que sente falta das sopas

eu descobri, por meio do blog da Analu, o 1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo. eu sempre quis escrever posts que serviriam como cartas que eu jamais enviarei pras pessoas, mas eu só pensava naqueles com quem eu tenho um relacionamento maior. aí eu vi essa moça que escreve sobre qualquer um que tenha passado pela vida dela de forma minimamente significativa e me inspirei pra fazer mais ou menos a mesma coisa. e hoje eu tô dando início à brincadeira :)

***

ela, a escolhida pra abrir a nova coluna do blog, eu conheci simplesmente por obrigação. um professor da faculdade pediu pra formarmos grupos e entrevistarmos algum gringo que falasse português. meus colegas de grupo conheciam essa moça e perguntaram se ela podia ser a nossa entrevistada. ela aceitou. só que, de início, achei que a menina tivesse desistido de participar: marcamos num ponto de encontro e ela não apareceu. depois encontramos a coitada perdida pelos corredores confusos da faculdade. tava tudo bem.

a intenção era a moça falar por, pelo menos, 20 minutos corridos. precisávamos da gravação pra concluir o trabalho. ela começou tímida, falando o que parecia estar mais ou menos programado antecipadamente  na cabeça dela. contou da relação que tinha com a nossa universidade, disse que não sabia que seria tão difícil andar de ônibus e nem que ficaria fácil tão rápido de se entender com o metrô. também contou das diferenças do brasil e da colômbia, seu país de origem. no final das contas a conversa teve quase 1 hora de duração. e a intercambista lá, se esforçando pra dar sempre o melhor do seu português.

ai, a menina é uma graça, muito fofinha mesmo. mas o que me impressionou - e me deixou orgulhosa, até - foi descobrir que ela, no alto de seus 22 anos, sabe 4 idiomas e tá estudando mais 2. isso é o que eu quero pra minha vida, encher meu cérebro de informações e regras de diferentes línguas! e eu vi que é possível fazer isso mesmo com a pouca idade, é só a gente se empenhar e não desistir no primeiro "futuro do subjuntivo que eu não consigo entender quando usar" (palavras da própria intercambista).

moça, você é incrível! quero ser tão boa quanto você quando eu crescer. tomara que você consiga conhecer foz do iguaçu e manaus. tomara que seu namorado consiga arrumar um emprego logo. tomara que você continue estudando idiomas e consiga conciliar seus horários pra poder, finalmente, aprender alemão. sério, eu tô torcendo por você! :)