sábado, 26 de abril de 2014

algo em tudo que passa, fica

meu coração deve ter 2x o tamanho do planeta terra, só isso explica o fato de caber tanta coisa dentro dele. tudo (eu disse tu-do) que eu já gostei de verdade um dia, continua aqui. pra sempre. em menor intensidade, às vezes escondidinho em um dos cantos, mas ainda se faz presente.
aquela música que um dia já foi minha preferida e hoje eu não escuto mais, aquela pessoa que um dia eu considerei como um dos melhores amigos e hoje eu nem converso mais, aquele desenho que eu assistia todos os dias e hoje não passa mais na tv. se eu sair revirando essa caixa enorme que eu chamo de coração, vou encontrar tudo isso. 
talvez eu nem me lembre mais de certas coisas, porque minha memória tá longe de ser boa. mas se eu, por algum motivo qualquer, me recordar, pode ter certeza que pelo menos 1% do que um dia foi amor de verdade, vai aflorar de novo. vai me tirar um sorriso, vai me trazer uma sensação gostosa. 
isso é o que me faz confirmar (ou não) se eu realmente gostei das coisas. se eu penso em algo que eu já julguei importante um dia e agora não me faz a menor diferença, eu percebo que, no fundo, não era importante coisa nenhuma. me fazia bem, eu achava que gostava e pronto. mas hoje eu vejo que, realmente, eu só achava. quando as coisas se tornam totalmente indiferentes pra mim, elas nunca me foram essenciais.

"é sempre amor, mesmo que acabe. é sempre amor, mesmo que mude"

terça-feira, 25 de março de 2014

eu devia pedir desculpas

devia, mas não vou.
devia, mas não quero.
me assumo e aguento o que estiver por vir.

o que eu queria mesmo
lá no fundo, de verdade
era cobrar.

queria, mas não vou.
queria, mas não devo.
não devo, não posso e, por isso, me seguro.

exigir demais
seja de quem for
é besteira.



terça-feira, 18 de março de 2014

vai, lela, ser gauche na vida

sinto que não nasci com muita aptidão pras coisas. me julgo boa em algo, vou lá e descubro que: ops, nem sou. e aí eu fico louca, porque "pqp não é possível que eu não sirva pra nada nessa vida". e isso faz com que eu sinta vergonha de tudo. de não conseguir fazer algo, de falar algo errado, de ~fazer feio~ na frente dos outros..
também morro de vergonha de puxar assunto com as pessoas, nem que for só pra avisar a moça do metrô que "oi, sua camiseta tá ao contrário", por exemplo. na verdade, prefiro passar despercebida no meio da multidão. ficar ali no meu canto, sem reparar muito no que tá em volta, curtindo minha própria companhia.
ainda mais porque, além de tudo, eu não tenho paciência. então eu prefiro ficar sozinha do que estar acompanhada de uma pessoa chata.
mas aparentemente isso faz com que as pessoas malucas sejam atraídas por mim.... olha, é uma coisa fora do normal. parece que existe um ímã que puxa todo o tipo de gente descompensada pra perto da minha pessoa. 
e eu, com toda a fofura do meu ser, deixo nítido o quanto eu não queria de verdade verdadeira ter que conversar com o maluco. faço cara feia, não sorrio, não dou continuidade aos assuntos. porém isso pouco importa, já que a pessoa não. vai. embora. nunca. :|
dizem que os opostos se atraem, né? seguindo essa premissa, eu seria a pessoa mais centrada e coerente da face da terra. mas tô começando a acreditar que, no fundo, a maluca sou eu. porque não é possível. 
ou então, pra piorar, talvez o meu talento na vida seja realmente esse: conviver, sem surtar, com gente doida e sem desconfiômetro.

pra vocês, malucos da faculdade que eu sequer gosto e que agem como se fossem meus amigos: apenas não. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

silêncio é expectativa (mas não precisa ser)

primeira aula, 40 pessoas sentadas umas ao lado das outras, ninguém se conhece. silêncio. o professor entra na sala, diz "bom dia", todo mundo responde. silêncio. e mais um pouco de silêncio.
então o professor começa a falar - sem parar - alguma coisa desnecessária e chata, que deixou a turma toda com muito sono, mas que me rendeu algo pra pensar a respeito. no meio de todo o discurso, eis que surge a frase "o silêncio é expectativa". e eu tô aqui pensando nisso há mais de 24h. 

as pessoas tendem a ficar desconfortáveis quando estão em silêncio na companhia de mais alguém, principalmente se é alguém com quem não se tem intimidade. e rola toda uma espera, uma expectativa mesmo em cima de quem vai quebrar o gelo e qual será o assunto abordado. 
aí o mais incomodado com a falta de diálogo tende a falar coisas como, por exemplo, "e esse calor, hein? tá precisando chover", como se a outra pessoa não estivesse no mesmo lugar que ele e não soubesse exatamente como está o tempo.... 

eu aprecio o silêncio. assim eu escuto meus próprios pensamentos e percebo facilmente quando acontece algo ao meu redor. o menor dos barulhos soa como um estrondo quando quebra um período silencioso. não sinto necessidade de falar com alguém só porque estamos dividindo o mesmo espaço. o silêncio é quase uma pausa na rotina. hoje em dia o normal é o barulho caótico do trânsito, das milhares de pessoas que se apertam nas estações de trem e metrô, das televisões que estão sempre ligadas...

é lindo poder se desligar disso tudo, nem que seja apenas durante alguns minutos. e é mais lindo ainda quando você consegue compartilhar o silêncio com outra pessoa e se sentir em paz. sem ficar contando os segundos pro outro falar, sem ficar esperando algo acontecer pra vocês terem algum motivo pra conversar. se sentir bem e confortável na companhia de outro alguém, mesmo sem falar nada, é uma sensação muito gostosa. encontrem alguém que lhes transmitam esse sentimento e, por favor, não deixem que esse alguém saia da vida de vocês. <3

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

a respeito da saudade

sempre vem, mas quase nunca vai
insiste em ficar, mesmo que a gente não queira
às vezes faz bem, infelizmente também dói
e quando a dor aperta, sufoca até a alma 

pra mim, é constante
de vez em quando se esconde, mas é fácil de achar
é só fechar os olhos que eu enxergo direitinho
mas já me acostumei com a companhia
acho que eu até aprendi a gostar

domingo, 2 de fevereiro de 2014

coragem, minha filha

tenho medo de tu-do que existe no mundo. é uma coisa muito chata isso. medo de escuro, de tubarão (mas assim, pavor mesmo) e de altura até que tá tudo bem e dá pra levar, mas sentir pânico só de pensar em pegar o telefone e ligar pra alguém? sabe, não é normal. e esse é só um dos exemplos.
sempre quis mudar essa situação, mas ainda não cheguei no nível de fazer terapia. aliás, tenho medo disso. e não faço ideia do motivo. mas, sendo assim, tenho que superar de outras formas, do tipo: fazendo um trabalho mental gigantesco que nem sempre funciona e que demora pra ficar pronto...
seria tão mais fácil ser uma pessoa menos complicada! às vezes me sinto igual cachorro no meio de queima de fogos, com o corpo todo tremendo e o rabo entre as pernas. só que em vez de querer alguém pra me fazer carinho e falar com voz fofinha "vai ficar tudo bem, cão, não se preocupa", eu bem precisava de alguém que me desse um empurrão e dissesse "coragem, minha filha, cê já tá muito grandinha pra isso". e que, ao mesmo tempo, me passasse a confiança necessária, que me mostrasse que eu não tô sozinha e sempre vou ter alguém ali pra me ajudar se a dificuldade crescer muito ;~

insegurança de vez em quando não faz mal, o problema é conviver com isso 24h por dia. uma das minhas metas do ano (da vida, talvez) é deixar de sentir medo de viver e encarar as coisas de frente. boa sorte pra mim!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

have fun with yourself

eu tenho um certo limite de convivência. talvez o correto seja dizer que eu tenho uma puta de uma impaciência, mas ok. segundo a minha mãe, sou assim desde pequena. nunca aguentei muito tempo. chamava as amiguinhas pra viajar comigo e no começo era só alegria, porém no final da viagem eu já tava querendo mastigar a amiguinha que ainda tava ali. já deu, sabe? eu canso. 
não canso da companhia. canso da mesmice. se a pessoa é legal e não é monótona, tá ótimo (digamos que esteja quase perfeito, na verdade). mas o que acontece é que quase todo mundo é a mesma coisa todo dia. os mesmos papos, as mesmas atitudes. uma rotina chatinha, que vai me dando uma preguiiiiça.. 
e aí eu fui me acostumando a ficar sozinha, fui aprendendo o quanto eu consigo me divertir mesmo sem ninguém por perto. claro que é sensacional você estar acompanhado e ter alguém do seu lado quando você precisar. ninguém merece ser solitário. mas, pelo menos pra mim, ficar sozinha de vez em quando é essencial. eu preciso do meu espaço, eu preciso ser "deixada em paz" por uns momentos.
ser feliz comigo mesma é o que me permite ser feliz na companhia dos outros.


muito bom, por sinal

mas fica aqui meu beijo especial pras pessoas que não me deixam com preguiça. muito pelo contrário, tem gente por aí que só me deixa cada dia mais empolgada. e com vontade de mantê-las pra sempre do meu ladinho. pra vocês, meus sinceros agradecimentos <3