sábado, 28 de março de 2020

você assistiu errado, tenta de novo!

em 2017, a pixar lançou o filme viva - a vida é uma festa, que gira em torno de uma família mexicana e da celebração do día de los muertos.


miguel, o menininho com o violão, briga com a família por querer seguir seu sonho de ser músico e acaba indo parar no mundo dos mortos. como consequência, depois de sair quase tudo errado, miguelito faz com que sua família seja ainda mais unida do que antes.

esse filme é INCRÍVEL!! a história é linda, é muito divertido, tem músicas ótimas, as personagens são maravilhosas (frida kahlo tá no filme!) e é tudo tão colorido!!!!

poucas coisas na vida me fazem tão feliz quanto essa cena aqui:


é de encher os olhos mesmo, muito bonito de assistir! e é emocionante pra caramba, o filme tem umas cenas de deixar a gente com lágrima nos olhos. pra coroar essa belezinha, a mensagem no final é super positiva! mas aparentemente nem todo mundo concorda com essa minha afirmação...

se você não assistiu ainda e não quiser ler spoilers, eu sugiro que você pare por aqui. e sugiro com ainda mais insistência que você assista a esse filme pra ontem porque ele é, de longe, um dos meus preferidos da vida inteira ♡

segundo a crença mexicana, o día de los muertos é quando as almas voltam "pro mundo dos vivos" pra visitar seus entes queridos. as famílias montam um altar com as fotos dos falecidos, flores, comidas e outros objetos que representem quem já morreu. (se eu tiver falando bobagem, please, me corrijam!) não sei até que ponto o filme é fiel à cultura mexicana e à essa celebração, então pra evitar falar alguma coisa errada vou me basear unicamente na história que a pixar tá contando.

no filme, pra um morto conseguir atravessar a ponte pro mundo dos vivos e visitar a família, a foto dele precisa estar nesse altar. sem a foto, a passagem dele é barrada. além disso, pra que esse morto não desapareça pra sempre, ele não pode ser esquecido no mundo dos vivos. ou seja, a lembrança dele do lado de cá é o que faz ele continuar existindo do lado de lá. pois muito que bem.

já no mundo dos mortos, depois de mil encontros, desencontros e reviravoltas, miguel conhece seu tataravô e descobre que, se não voltar urgente pro mundo dos vivos, o tataravô vai sumir. isso porque a única pessoa da família que ainda tinha lembranças dele era filha, que é a bisavó do miguel, e ela já tava bem velhinha e perdendo a memória.

contando com a ajuda de todos os familiares no mundo dos mortos, miguelito consegue retornar e é aí que a gente tem a cena mais emocionante do filme. com um violão, contrariando todas as regras da família no mundo dos vivos, ele canta pra bisavó a música que o tataravô compôs pra ela. assim, ele reacende a memória da véinha, que volta a lembrar do pai dela com mais força. e a bisavó chora. e o miguel chora. e os outros familiares (que não queriam que ele tivesse cantado) choram. e você que tá assistindo chora MUITO.


a princípio, parece uma cena meio angustiante, porque se todo mundo tá chorando então a coisa é triste. mas a consequência disso é que o tataravô não foi esquecido e, portanto, não desapareceu. ou seja: FICOU TUDO BEM. daí o tempo passa, a bisavó também falece e a gente vê pai e filha juntos, se abraçando e sorrindo, no mundo dos mortos. miguel colocou a foto do tataravô no altar, então dessa vez todos os familiares falecidos conseguem atravessar a ponte pra comemorar essa data ao lado da família. eles dançam, cantam, brincam, dão risada... o filme termina feliz!

na minha perspectiva, um dos pontos do filme é mostrar que essa é uma data positiva, que é uma forma muito bonita de celebrar a vida de quem já partiu e de manter viva a lembrança daqueles que já não estão mais aqui. mas teve muita gente falando que era uma das histórias mais tristes que a pixar já tinha feito, que não tinha condição de rever etc etc etc.

você aí que ficou tão impactado com a cena emocionante a ponto de não conseguir perceber a mensagem positiva que o filme deixa, vamo assistir de novo? garanto que você não vai se arrepender!

eu assisti pela primeira vez em 2018, achei incrível e amei cada segundo. fiquei bem sentida com a história, mas de um jeito bom. me emocionei com a determinação do miguel e achei linda a forma como a família dele volta a se entender depois de tanto tempo, sem contar no sorrisinho que eu abri quando vi que, no final do filme, ele tava lá bem pleno tocando seu violão. mês passado eu assisti de novo e gostei mais ainda! terminei de ver muito mais feliz do que eu tava antes de começar.

se você ficou triste quando viu, tenta mais uma vez. essa belezinha merece! ♡

segunda-feira, 23 de março de 2020

é hora de tentar fazer uma limonada

eu trabalho como revisora numa empresa de tradução. meu trabalho pode ser feito de casa tranquilamente, é só habilitar o acesso remoto e tudo funciona bonitinho. então nós fazemos um rodízio de home office, cada semana uma das tradutoras trabalha de casa. 

do dia 9 ao dia 13 desse mês era a minha vez de fazer home. o famigerado coronga vírus já tava aí comendo solto, mas a rotina na empresa continuava normal: todo mundo pegando transporte público pra chegar lá, indo em restaurante self-service na hora do almoço etc. a única recomendação era pra gente reforçar a higiene das mãos. a empresa disponibilizou uns dois potes de álcool em gel e só, vida que segue. até comentei no twitter que tava em casa por uma coincidência, mas que na semana seguinte eu teria que voltar a pegar ônibus, trem e metrô pra trabalhar.

eis que na sexta feira, dia 13, minha chefe me avisa que era pra eu continuar no home office do dia 16 ao dia 20. eu e mais 80% do escritório, diga-se de passagem. só as pessoas que moram no mesmo bairro da empresa é que continuariam indo pra lá. meu namorado também fez home nessa semana, então ficamos juntos aqui em casa. a gente acordava cedo, tomava café, fazia exercício físico, trabalhava, parava pra almoçar, trabalhava mais, jantava, tomava banho e aí já era fim do dia, hora de assistir big brother e deitar de conchinha. nossa rotina tava normal, porém muito melhor, porque não precisávamos cruzar a cidade pra chegar nos nossos respectivos empregos.

em algum momento dessa segunda semana de home, tive uma reunião por skype e o RH informou que todo mundo com férias vencidas teria obrigatoriamente que tirar nos próximos 15 dias, de 23/03 a 06/04, e eu sou uma dessas pessoas sortudas. isso porque o coronga também afetou a empresa onde eu trabalho. nossos clientes tão fazendo menos transações internacionais, consequentemente estamos recebendo bem menos trabalho etc etc. disse aqui que eu tinha guardado esses dias de férias pra tirar mais pra frente, né? pois infelizmente não tive essa oportunidade...

enfim. como eu fiz home lá no começo do mês, já tô em casa pelo menos desde o dia 8 e pelo visto não tenho data pra voltar pra rua. mesmo quando minhas férias acabarem e eu voltar a trabalhar, acredito que vou continuar de home office. não vejo a menor possibilidade de eu voltar pro escritório dia 7 do mês que vem. 

a diferença é que, trabalhando 8h por dia, me sobravam poucas horas livres e era fácil ocupá-las. nada que uma série, um livrinho ou um candy crush não dessem conta, né? agora que eu ficarei dentro de casa por 15 dias sem ter o que fazer, quero só ver em quanto tempo eu vou sentir vontade de sair correndo daqui. logo eu, a pessoa que mais ama ficar no conforto do próprio lar e arruma mil motivos pra não sair.

quando a gente não tem o que fazer, a cabeça trabalha a milhão. a gente lê as notícias e fica pensando em várias bobagens. principalmente diante desse cenário apocalíptico né, as esperanças vão se esvaindo mesmo. sem contar na tristeza que me bate quando eu penso que minhas férias serão jogadas no lixo...

mas tá tudo bem. é o que tem pra hoje, não posso fazer nada pra mudar o que tá acontecendo, então só o que me resta é aceitar e tentar tirar o melhor que eu conseguir dessa situação esdrúxula.

meus planos são: continuar com meus exercícios físicos, ler bastante, assistir séries novas, cozinhar, me ocupar com as tarefas de casa, ver vários vídeos no youtube, tentar escrever mais e consumir a menor quantidade possível de informações negativas. quero me manter informada, mas sem me afundar nesse mar de notícia ruim, senão não há emocional que aguente a quarentena. haja meme, bbb e vídeo de bichinho pra me ajudar nesse momento!

na virada do ano eu tava sentindo que 2020 seria top, tava cheia de planos, animada mesmo pra fazer as coisas acontecerem. daí o coronga chegou e jogou vários limões na minha cara, agora eu preciso me esforçar pra fazer uma bendita limonada. e quem sabe um bolinho de limão, um mousse, uma caipirinha... pelo visto a coisa ainda vai longe. só um suquinho não vai dar conta desse tanto de tempo que a gente vai precisar ocupar!

stay safe, people. lavem as mãos!

sábado, 7 de março de 2020

o amor é azulzinho

completei um ano na empresa onde eu trabalho agora em janeiro e, finalmente, tirei meus primeiros 15 dias de férias (guardei os outros pra depois hehe). resolvemos usar a primeira semana pra viajar, só não sabíamos direito pra onde.

passei meses decidindo com o boy o nosso destino, foi muito difícil escolher! o que nós queríamos mesmo era ir pra outro país, dar um rolezinho em terras estrangeiras... ele falou da austrália, eu preferia américa do sul, mas na real qualquer canto tava bom pra gente. no fim das contas, ficamos no brasil mesmo porque não há salário mediano que dê conta de viagem internacional na atual conjuntura política e financeira que a gente tá vivendo...

fomos passar uma semana em cabo frio, na região dos lagos do rio de janeiro.

praia do forte, cabo frio

dava pra ir de avião, mas preferimos a aventura de carro. são mais ou menos umas 8 horas de estrada daqui até lá. fizemos uma playlist de viagem muito doida (de gilberto gil a my chemical romance), compramos acepipes pra comer no caminho sem precisar parar várias vezes ao longo do trajeto e saímos de casa às 5 da manhã, enquanto ainda tava escuro, pra almoçar no nosso destino final.

a previsão do tempo pra nossa semana na praia não era das mais animadoras. apesar do calor, alguns dias seriam de chuva e temperatura duvidosa. não me deixei abalar e me recusei até a colocar calça na mala - logo eu, a mulher mais friorenta de sp. levei só uma blusinha, a cara e a coragem. depositei minha fé na vida e fui, com a mala cheia de roupa curta. 

como saímos de casa muito cedo, já pegamos um friozinho por aqui mesmo. entrei no carro com cara de sono e casaco, mas eu tava muito empolgada. daí pra frente só melhorou. o nascer do sol foi incrível, as ruas da cidade estavam vazias. a viagem mal tinha começado e já tava maravilhosa. o sol subiu, o céu foi clareando, as nuvens rareando, na estrada quase que só tinha nós dois... tava melhor do que a gente tava imaginando.

trecho da rodovia presidente dutra 

paramos numa cidade já perto da divisa com o estado do rio pra tomar café da manhã. comemos rapidinho e voltamos pra estrada de buchinho cheio. eis que o primeiro momento bizarro da viagem aconteceu: em plena dutra, às 9 e pouco da manhã, vimos um cara descer PELADO de dentro do carro dele. sem roupa nenhuma, só de chapéu e óculos de grau. e sorrindo, ainda por cima. se só eu tivesse visto, poderia achar que eu tinha enlouquecido de vez e tava vendo coisa. mas o boy também foi agraciado com essa imagem, o que significa que doido mesmo era o tal homem pelado na estrada. eu hein, sai fora!!

tudo transcorreu tranquilo depois desse momento, só pegamos um pouquinho de trânsito depois da ponte rio-niterói, mas nada que abalasse nossos ânimos. quando finalmente chegamos em cabo frio o tempo tava tão bonito que eu preferi acreditar que a maju tava equivocada e só daria sol o tempo todo. chegamos no domingo (dia 9), passeamos pela cidade, fomos na piscina do hotel, aproveitamos ao máximo esse comecinho de viagem. acabamos deitamos cedo pra dormir, o cansaço bateu brabo e a gente queria levantar cedo no dia seguinte. quando acordamos na segunda feira, descobrimos que a cidade de sp tava completamente embaixo d'água. a coisa tava tão complicada que, se tivéssemos deixado pra viajar na segunda, se bobear não teria dado nem pra sair de casa (meu bairro alagou em vários pontos).

ponte rio-niterói

mas em cabo frio tava um solzão brilhando, deu pra ir pra praia tranquilamente. céu azul, mar com cor de piscina. a vista é de encher os olhos. no fim do dia eu já não podia mais me enganar: a chuva ia chegar sem dúvida alguma, o céu já tava cinza, o mar cristalino também tinha escurecido... e o aguaceiro chegou naquele dia mesmo. ainda bem que levamos um guarda chuva grandão no carro!

eu cometi o erro de só levar chinelinho, sandalinha e sapato de pano. tava friozinho quando saímos pra jantar, então preferi ir de alpargata e não de chinelo. mas pisei em tanta poça d'água que a bichinha ficou inutilizável por dias. chegamos no hotel e o sapato tava podre, eu já queria jogar fora (sou intensa, me deixa). o boy lavou, botou pra secar e me disse pra esquecer a alpargata pra lá até que desse pra usar de novo. felizmente estou namorando um homem sensato demais. 🙏

terça feira choveu muito! saímos de cabo frio e fomos conhecer arraial do cabo, lá pertinho, que disseram ter as praias mais bonitas da região. só que o dia tava tão feio que tudo o que eu vi foram as ruas esburacadas, a falta de estrutura da cidade, o descaso do governo com um lugar que poderia ser muito mais bem cuidado... achei triste mesmo. não nego que as praias eram lindas independentemente do tempo horrível, mas fiquei meio impactada com a cidade. quando a gente ouve falar dessa região, ninguém fala dessa parte, né? talvez se tivesse sol eu também não desse tanta importância, porque ia ficar na praia o tempo todo, mas enfim... fica aí o aviso: se você for pra lá, esteja ciente que as cidades dessa região são super mal cuidadas. 

quarta nós fomos pra búzios. ainda tava chuvoso, mas bem menos. deu pra andar bastante sem guarda chuva pela cidade. fizemos umas trilhas cheias de lama, conhecemos umas praias mais escondidinhas, andamos uns 9237 km a pé. foi bem legal! e a previsão do tempo prometia sol no dia seguinte, então já ficamos mais animados. :)

cabo frio

quinta feira amanheceu nublado, mas já não tava mais tão frio. apesar disso, fomos pra praia levando guarda chuva e casaquinho (cenário animador, né? hahaha). como boa pessoa cabeçuda que sou, pensei "poxa, nem tá sol agora. vou passar protetor no rosto e nos ombros. se esquentar, eu passo no resto do corpo" HAHAHAHAHA ai, que inocência. nem parece que já tem quase 25 anos nas costas...

chegamos na praia e descobrimos um morro com trilhas. estávamos de chinelo, com mochilas e sacolas, e a trilha era no meio do mato e tinha trechos com lama, mas mesmo assim achamos que era uma boa ideia. e até foi mesmo, a vista lá do alto era INCRÍVEL e a água era mais azul do que o normal batendo nas pedras. mas o chinelo tava escorregando na lama, o mato tava cheio de bicho e o sol começou a aparecer enquanto estávamos no meio do caminho. e eu sem protetor solar... é claro que, quando finalmente voltamos pra praia, eu tava parecendo um pimentão. porém só nas pernas e nos pés - e com a marca do chinelo e do shorts, ainda por cima!!!!

o tanto de creme hidratante que eu gastei nessa viagem pra tentar contornar essa situação não tá no gibi! fiquei com o pé ardendo tanto que não consegui usar minha sandália durante alguns dias. já que a alpargata tava impossibilitada e a sandália me machucava, só me restou dar rolê de chinelo. eu lá toda bonitinha com roupa legal, maquiada, e chinelo véio no pé. é cada uma... (aliás, meu pé tá bronzeadíssimo e descascando até hoje, duas semanas depois de voltar da praia hahahaha)

morro do vigia, cabo frio

sexta feira abriu o maior sol do mundo! passei tanto protetor solar pra evitar repetir os erros do dia anterior que fiquei até esbranquiçada. mas não adiantou nada, porque as partes do meu corpo que já estavam vermelhas ficaram ainda pior. isso porque fomos pra uma praia em arraial do cabo que não alugava guarda sol e nós obviamente não tínhamos o nosso próprio. gente, o desespero que foi pra encontrar um lugar com sombra nesse lugar!!!!!!

nessa história de procurar um cantinho pra gente se esconder da bola de fogo que tava derretendo meus miolos e torrando meus pezinhos, eu e o boy acabamos nos desencontrando um do outro. em outras palavras, me perdi do rapaz. mas insisto em dizer que a culpa disso é dele! vejam bem: a praia era cheia de pedras, que forneciam uma sombrinha, mas esses lugares já estavam todos ocupados. achamos um espacinho que parecia minimamente ok e o combinado foi: o boy ficaria ali, reservando o lugar pra gente, e eu continuaria andando até o final da praia pra ver se não tinha nada melhor. pois bem. andei até o fim, não achei nenhum espaço vazio e voltei pra onde nós tínhamos combinado.

meu pé tava ardendo bastante no sol e a água nessa região é especialmente gelada, então fui andando pela beira do mar. cheguei no lugar combinado e: CADÊ O BOY? o rapaz não tava lá. como eu não tinha exatamente decorado a localização combinada, pensei que eu tivesse me enganado e continuei andando. só que eu andei muito, me afastei pra caramba de onde eu achava que era e nada. decidi fazer o caminho contrário. como não adiantou nada, peguei o celular pra ligar pra ele. nessa hora eu tava meio rindo e meio preocupada. daí a situação ficou mais ridícula, porque não tinha sinal naquela praia. nisso já fazia uns dez minutos que eu tava rodando que nem barata tonta e não conseguia encontrar o menino de jeito nenhum. já tava pensando em mandar sinal de fumaça, pedir socorro pras pessoas ao redor, sei lá.

pontal do atalaia, arraial do cabo

respirei fundo, dei mais uma risada nervosa e decidi andar até o final da praia. avistei o belezinha parado no meio da areia, com o celular na orelha e cara de preocupado. quando cheguei perto dele, ouvi um "ainda bem que você apareceu, como eu ia falar pra sua mãe que te perdi na praia??????" HAHAHAHA o bendito disse que o lugar onde ele parou era muito ruim, então resolveu ir atrás de mim. aparentemente, enquanto eu voltava sentido contrário com os pés na água, nós nos cruzamos pelo caminho e nem percebemos. dois adultos passando por um papelão desses...

aí foi hora de respirar aliviada, dar um abraço apertado no mozão e xingar um pouquinho. onde é que já se viu não ficar no lugar onde a gente marcou de se encontrar!!!!!!! no fim das contas, tivemos que sentar pertinho de outras pessoas mesmo, nas pedras, porque não aguentei nem cinco minutos fora da sombra. o sol tava castigando demais, principalmente as pernas da princesinha cor de tomate aqui.

nesse dia acabamos tendo que pagar caríssimo em táxi pra ir e vir (não deu pra chegar com nosso carro até a praia porque tem limite de entrada de veículos, também não dava pra fazer a pé esse trajeto de quase 5 km de subida e lama) e foi super desconfortável ficar o dia todo sentado em pedra quase colado com vários desconhecidos, mas valeu cada centavo. a praia era linda, a água tava uma delícia, a gente se divertiu horrores. foi show!

joão fernandes, búzios

sábado era nosso último dia. também tava sol, com aquele céu azul bonito e praticamente sem nuvens. fomos pra búzios de novo, dessa vez pra pegar praia. foi maravilhoso!!! acabamos caindo num lugar de burguês safado, gastamos uma grana absurda pra comer, mas foi a melhor refeição da viagem inteira. encerramos o dia com vários dinheiros a menos no bolso, mas com um sorrisão no rosto. foi pra fechar a viagem com chave de ouro!

de volta ao hotel, já no fim do dia, resolvemos passar na piscina pra dar um mergulho de despedida. só que o sol já tinha ido embora, o céu tava cinza e a água tava gelada. não deu nem cinco minutos e desistimos dali, achamos mais inteligente ir tomar um banho quentinho. pois não é que a energia do hotel acabou quando eu tava saindo do banho??? (pelo menos não foi assim que entrei né, poderia ser bem pior.) nossa intenção era sair pra jantar, mas ficamos no escuro por quase 1 hora. não dava sequer pra se arrumar, a escuridão era TOTAL. vesti o pijama mesmo e ficamos esperando a situação se normalizar. quando a luz voltou já era tarde e nenhum dos dois tinha mais pique pra sair, então acabamos pedindo uma pizza pra comer no hotel mesmo. que me perdoem os cariocas e fluminenses, mas verdade seja dita: muito ruim a pizza no rildi janeiro, hein? puta merda hahahahaha

ai, gente, fizemos tantas outras coisas que eu precisaria de uns três posts desse tamanho pra dar conta de contar tudo. esses sete dias voaram!!! quando eu percebi, já tava na hora de arrumar as malas pra voltar pra casa. dobrei as roupas com um quentinho no coração por ter vivido tanta coisa incrível, mas sentindo aquele gostinho meio amargo de final de viagem. foi tudo tão bom! apesar dos vários perrengues chiques que a gente passou (ou talvez também por causa deles), foi tudo gostoso demais. sempre de mãos dadas, caímos na risada mesmo quando a minha vontade era de chorar por causa dessas situações absurdas e inesperadas.

pontal do atalaia, arraial do cabo

dei tchau pra região dos lagos ainda mais apaixonada por esse homem, me sentindo completa e realizada do lado dele, feliz demais pela nossa parceria e emocionada com essa história linda que a gente tá escrevendo juntos. amei a viagem, principalmente por ter ido com a minha pessoa preferida no mundo.

só tinha de ser com você
havia de ser pra você
(...)
você que é feito de azul
me deixa morar nesse azul
me deixa encontrar minha paz
você que é bonito demais

💙

sábado, 29 de fevereiro de 2020

livrinhos de fevereiro

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◇ ◇ ◇


Memorial de Maria Moura - Rachel de Queiroz (1992)


✩ favorito do mês! ✩
vim nessa vida pra exaltar literatura brasileira escrita por mulheres com protagonistas femininas!!! ♡ romanção de quase 500 páginas sobre uma menina que ficou sozinha no mundo no meio do sertão nordestino e, pra não perder o que era seu, botou fogo no parquinho e virou a mulher mais poderosa da região. a história é narrada por várias personagens, cada capítulo é contado sob um ponto de vista diferente e todos eles se entrelaçam e se complementam. só não dei cinco estrelas porque ver uma mulher braba que nem maria moura se perdendo por causa de homem me deixou puta da cara, mas a história é muito boa e a narrativa da rachel é TOPÍSSIMA. ainda não li tantos livros assim dela, mas pelo que conheci eu recomendo demais essa autora!


All you need is kill - Hiroshi Sakurazaka (2014)



primeiro mangá que eu leio na vida!!!! kkkk eu não conhecia esse aqui, mas um menino que trabalha comigo falou TANTO que eu resolvi pegar emprestado pra ver qualé que é. a história é bem doida, ficção científica total, tem soldados lutando contra alienígenas e loopings no tempo. não achei nada incrível maravilhoso extraordinário igual ele tava dizendo, mas gostei do conceito. infelizmente tem aquele problema básico de as personagens femininas serem hiperssexualizadas e aparecerem com pouca roupa e em poses sensuais sem a MENOR necessidade pro enredo e isso me deixou bem disappointed but not surprised... achei 3 estrelas. mas fica aí como incentivo pra eu ir atrás de mangás melhores!


All you need is kill 2 - Hiroshi Sakurazaka (2014)



2º e último volume do mangá, gostei mais do que o primeiro! esse explica um pouco as coisas doidas que acontecem no anterior e é mais sentimental, digamos assim. senti que deveria ter um terceiro volume, o desenvolvimento da história ficou um pouco corrido e daria tranquilamente pra fazer uma trilogia menos apressada. como ponto positivo, nesse tem menos sexualização das personagens femininas, que por sinal têm papéis importantes. ainda prefiro ler gibi da turma da mônica, essa história de quadrinho em preto e branco me deixa confusa haahhaha mas vou tentar ler outras coisas pra ver se me acostumo! :)


Peter Pan - J. M. Barrie (1911)


aff, olha a capa desse livro, que coisa mais lindica! a história é aquela que todo mundo conhece mesmo, sem tirar nem por: um menino chega voando acompanhado de uma fada ciumenta, leva as crianças pra terra do nunca, luta contra piratas e não quer crescer nunca. o que eu não sabia é que o narrador seria tão presente! eu gostei dessa "intromissão", mas certos comentários também me causaram certa estranheza (nem sei explicar hahah). é um livro infantil bem gostosinho, que mexe bastante com a imaginação. achei muito legal de ler!! como ponto negativo, a representação dos indígenas é BEM complicada. sei que foi escrito no começo do século 20, mas não posso deixar de pontuar. e o peter pan em si é meio insuportável, tive que concordar várias vezes com o capitão gancho!!! senti que é um livro bom pra ler em voz alta pra uma criança que ainda não aprendeu a ler, sabe? é bem divertido :) mas as crianças da história matam pessoas e os piratas e os índios são meio sanguinários, então tem que ver se isso não é um problema pra você e pra criança... hahaha

◇ ◇ ◇

em números, resumão do mês:

 livros terminados 4 x 0 livros abandonados

 literatura brasileira 1 x 3 literatura estrangeira (2 do japão e 1 da escócia)

 livros lidos no kindle 2 x 2 livros físicos 

 autoras mulheres 1 x 3 autores homens (na verdade só 2 homens, já que os mangás são do mesmo autor)

 releituras 0 x 4 livros novos

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

livrinhos de janeiro

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◇ ◇ ◇

começando mais um ano dessa jornada doida e linda que é ler um montão de livros e me agarrar nisso pra manter o mínimo de sanidade mental nessa realidade horrorosa que a gente tá vivendo, YAY!!! ^^

meu 2020 literário não teve um início muito impressionante. janeiro durou 45 dias, mas por aqui foram só 3 livrinhos pra contar história. mas eu também resolvi escolher umas leituras que não necessariamente se encaixam na minha tão querida zona de conforto, então também não deu pra fazer muito milagre... ¯\_(ツ)_/¯ 

◇ ◇ ◇

O mágico de Oz - L. Frank Baum (1900)


✩ favorito do mês! ✩
acho que, pra mim, infantojuvenil é o melhor jeitinho de começar o ano. a gente entra com o coração levinho, uns sorrisos no rosto... sabe? coisa boa d+!! :) mas vcs acreditam que eu nunca tinha lido nem assistido ao filme? hahaha claro que eu conhecia mais ou menos a história e sabia o que cada um queria ganhar do mágico de oz, mas não tinha ideia do processo. não morri de amores pelo livro, também não fiquei "ai meu deus que tudooo", mas achei bem legal! funciona bem pra crianças, né? passa uma mensagem positiva e tal. e as ilustrações dessa edição são uma gracinha, quis engolir o desenho do leão de óculos e lacinho de tão fofinho!!! hahaha


Mrs Dalloway - Virginia Woolf (1925)



minha relação com virginia é: eu SEI que não vou gostar, porque esse tipo de escrita não é pra mim, mas eu quero tentar mesmo assim. como já era de se esperar, não foi exatamente a melhor das minhas experiências, mas eu gostei da história. o problema é que eu não consigo lidar com a forma dos livros dela (o que é uma falha minha, não do livro). se a narrativa fosse linear, eu teria aproveitado muito mais. daí quando cheguei no final da leitura e vi que acabava ali, fiquei "MINHA FILHA O QUE É ISTO CADÊ O RESTO????" hahaha essa edição também tem várias notas pra ajudar no entendimento da obra, além de um resumo sobre a vida da autora. sem contar que a capa é bonitona! pra quem gosta dela, é um prato cheio :)


A origem das espécies - Charles Darwin (1859)



bom, já que era pra chutar o balde, peguei logo esse calhamaço pra terminar o mês com uma cereja feita de chuchu em cima do meu bolo de sabor já duvidoso :P quando eu li sapiens, lá em 2018, eu fiquei doida pra ler esse aqui. daí achei essa edição baratinha num sebo e trouxe o bonitinho pra casa! peguei pra ler super animada, mas na metade do livro eu já tava pedindo socorro. são mais de 500 páginas sobre plantas e animais e, a princípio, tava realmente muito interessante. mas 1) É MUITO REPETITIVO!!!! quando eu percebi que ele tava falando sempre a mesma coisa eu comecei a fazer uma leitura dinâmica das partes menos legais; 2) nosso querido amigo darwin passa um capítulo inteiro falando sobre o "senhor mivart", que refutou a teoria dele - o que poderia ter sido engraçado, mas foi cansativo de ler; 3) foi escrito em 1800 e bolinha, né? isso faz uma baita diferença; 4) essa edição tá horrível!!! revisão de texto mandou beijos pra esse aqui! mas eu perseverei, pulei as partes que não me interessavam tanto e terminei essa gracinha na força do ódio. apesar de todo o desgaste, eu gostei de ler. acho essa teoria dele incrível!!! só não sei se recomendo a leitura, aí vai de você... ^^ hahaha

◇ ◇ ◇

em números, resumão do mês:

 livros terminados 3 x 0 livros abandonados

 literatura brasileira 0 x 3 literatura estrangeira (1 americano e 2 britânicos)

 livros lidos no kindle 2 x 1 livros físicos 

 autoras mulheres 1 x 2 autores homens

 releituras 0 x 3 livros novos

sábado, 18 de janeiro de 2020

sorrir pra não chorar

2019 foi o ano em que eu perdi as esperanças.

parei de acreditar que as coisas iriam melhorar em algum momento próximo e aceitei que tava tudo ruim mesmo, que não ia acontecer um milagre divino pra resolver todos os problemas do mundo. a vida ficou cinza, mas pelo menos não me frustrei muito (só um pouco). 

o cenário político nacional foi horroroso, teve incêndio matando adolescente, incêndio destruindo floresta, prédio desabando, lama consumindo uma cidade inteira, 200 casos novos de feminicídio por dia, racismo a torto e a direito... e isso só no brasil, sem considerar que o mundo inteiro tava em colapso.

antes de sair de casa pra trabalhar eu já tava mal humorada. não tem como ser feliz vendo esse monte de notícia ruim às 7h da manhã.


depois de tomar meu café com gostinho de desespero, eu tinha que pegar um ônibus, o trem e o metrô pra cruzar a cidade e passar 8h do meu dia dentro de um escritório, embaixo de um ar condicionado da sibéria que me dava dor de cabeça todos os dias, quase sem ver a luz do sol - porque a claridade na tela do computador atrapalha a vista, claro. e ganhando pouco, como já era de se esperar.

se tudo corresse bem, meu trajeto de casa até o trabalho - e vice-versa - durava 1h15. como isso raramente acontecia (bem-vindo à cidade de são paulo!), normalmente eu passava quase 3h/dia só nesse ir e vir. não há bom humor que aguente esse tempo todo em pé, num transporte caro, precário e lotado, ouvindo que a água gelada tá 2 reais e tendo que dar licença pra pastor maluco pregar gritando na orelha de todo mundo. socorro.

daí que eu perdi a vontade de fazer as coisas. basicamente, eu tava seguindo em frente porque não tinha outra opção. fiquei triste, desanimada, desacreditando de tudo. a vida tava pesada, ficou difícil mesmo. em 2019 eu só reclamei. quando alguma coisa boa acontecia, eu era a pessoa que falava (ou pelo menos pensava, quando não dava pra externalizar) "tá, MAS...". sabe? tava foda.

e eu tentava evitar ser uma pessoa horrível e ranzinza, então fazia piada e sorria o tempo todo. fingia que tava tudo bem, mas na verdade eu queria gritar.

ninguém merece viver assim, pelo amor da deusa. então pra 2020 eu quero - e preciso - tentar ver as coisas pelo lado do copo meio cheio. ou pelo menos ver que o copo tá pela metade, sem focar necessariamente no fato de ele estar meio vazio.

o problema é que 2020 mal começou e já tá uma desgraça MAIOR do que o ano passado. aí fica complicado demais pra uma pobre mortal tentar encontrar positividade no meio desse mar de horror que a gente tá vivendo. me sinto até mal de tentar ficar feliz quando tá tudo dando tão errado. e o mais bizarro é que, aparentemente, as coisas não vão melhorar mesmo. daqui pra frente é só ladeira a baixo.

mas como não posso me afundar mais nas bad vibes (e pra não dizer que não tentei!!), vou tentar ser mais grata pelo que eu tenho, pelo que acontece de bom na minha vida e na vida das pessoas que eu amo. quero tentar recobrar um tantinho da fé nas pessoas, que eu perdi completamente. quero sentir coisas positivas - e me agarrar nisso - quando eu ver alguém fazendo algo de bom por outra pessoa ou pelo planeta... enfim. essas coisas que a gente costuma esquecer rápido porque tá muito ocupado prestando atenção nos absurdos que acontecem o tempo inteiro.


essa mudança de atitude não vai transformar o mundo, mas vai deixar minha vida mais fácil. e, consequentemente, se eu tiver menos negativa, também vai facilitar a vida de quem convive comigo. e é um primeiro passo, né? se eu tiver bem, posso contribuir mais, ajudar mais. já diria minha mãe: "se eu mudar, tudo ao meu redor mudará também". nem que seja só um tiquinho.

sábado, 11 de janeiro de 2020

balanço das leituras de 2019

pra quem quiser ver o balanço das leituras de 2018, é só clicar aqui! 😋

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estamos aqui novamente pra escrever esse post enorme e delicinha, que me dá mais trabalho e preguiça do que qualquer outro, mas que também é o meu preferido! porém, contudo, entretanto, como nem tudo são flores, confesso que esse ano eu fiquei por um triz de deixar pra lá essa ideia doida e simplesmente não fazer nada. só que o arrependimento depois seria tão grande que eu respirei fundo, criei coragem e revisitei minhas leiturinhas pra seguir a tradição.

nos anos anteriores eu fui montando o balanço aos poucos, ao longo do ano, pra chegar nessa época já com ele o mais pronto possível. mas 2019 foi uma doideira impressionante (pretendo falar mais sobre isso em outro post!) e eu não consegui, então tive que dar conta dessa trabalheira toda de uma vez só. apesar de realmente ficar pensando o tempo todo se isso valia a pena, foi divertido. já fico mais feliz só de saber que terei esse registro pra quando eu quiser relembrar o que foi que eu li no meio do caos!

pra ver cada mês separado, é só clicar nos links:





































foram 63 livrinhos em 2019, 1 a mais do que eu li ano passado! 🎉🥳 estabeleci 50 como minha meta no goodreads, fiquei bem feliz por ter passado tanto do número. AH, falando em metas, não registrei isso em lugar nenhum, mas fiz uma listinha de 12 livros pra ler no ano passado e não consegui cumprir. aliás, chegou num momento que eu já tinha chutado o balde e largado mão de vez, então me surpreendi positivamente quando vi que consegui ler 8 dos livrinhos pretendidos. segue a lista:


eu me propus a ler 1 por mês, na ordem acima. os que eu não dei conta, pretendo ler agora em 2020. mas se não der também não vou me cobrar, a vida já é complicada demais pra eu colocar tanto peso em algo que é pra ser divertido. meta de leitura só faz sentido (pra mim) se for pra me fazer feliz, não dá pra virar tortura não ^^

enfim, sem mais delongas, vamos aos números 😁 (vou deixar em negrito o vencedor de cada categoria!)


CATEGORIA #1: livros terminados x livros abandonados

assim como em 2018, também só abandonei 1 livrinho em 2019 (vou falar qual é mais pra frente hehe). ou seja, terminei de ler 62 histórias. pra mim é bem tranquilo largar livro que não tá me acrescentando nada de bom, o que significa que, apesar dos vários livros 3 estrelas que encontrei pelo caminho esse ano, o saldo foi super positivo! ah, não me dei ao trabalho de fazer gráfico por motivos óbvios.


CATEGORIA #2: livros novos x releituras


sou 100% adepta de reler meus livrinhos do coração, mas esse ano até que eu me segurei: foram só 6. "as vantagens de ser invisível", a trilogia dos jogos vorazes, "luna clara & apolo onze" e "a insustentável leveza do ser".

li 57 livrinhos novos no ano, o ganhador disparado dessa categoria! :)


CATEGORIA #3: livros físicos x kindle


o que a modernidade não faz, né, meninas? acho que não tem mais volta. ainda mais agora que ganhei kindle novo do boy e que tô usando a conta dele na amazon prime pra encontrar umas preciosidades em forma de livrinho digital ♡

eu li 43 livros no kindle e 20 livros no papel, o que eu considero um número bem ok sendo que, se não me engano, não comprei nenhum livro físico esse ano. todos esses ou eu já tinha aqui em casa, ou peguei emprestado, ou peguei em estante de doação e por aí vai...

aliás, passei uns livrinhos pra frente esse ano. não há espaço que dê conta de tudo o que eu tinha aqui!! sem contar que me dá uma dorzinha no coração ver livro parado. se eu não vou mais ler e nem acho que vale a pena guardar, outras pessoas merecem a chance de ter esses bonitinhos em mãos!


CATEGORIA #4: autoria feminina x autoria masculina


essa categoria aqui também foi uma vitória pessoal: li 33 livros escritos por mulheres e 31 escritos por homens! 🎉 a diferença é pequena, mas já é um começo. sei que parece que a conta não fecha (já que eu li 63 livros mas tá somando 64 aqui), porém "laços" tem dois autores, um homem e uma mulher, e obviamente considerei os dois na conta.

migas, PRIORIZEM A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA.

eu me preocupo real com isso, acho muito importante dar lugar e divulgar obras escritas por mulheres. além de expandir a quantidade de autoras, também quero diversificar as minhas leituras. não vejo mais sentido em ficar só nas mulheres brancas de países hegemônicos. a literatura é uma forma incrível de aprender mais sobre outras culturas e abrir os nossos olhos pra realidades diferentes, é enriquecedor demais.

pretendo realmente melhorar nesse quesito daqui pra frente!

CATEGORIA #5: literatura nacional x estrangeira


de todos os livros do ano, 19 foram nacionais e 44 estrangeiros. é óbvio que não ia dar pra ler mais livros brasileiros do que de todos os outros países do mundo juntos, mas fica aí a ideia pra eu tentar qualquer dia haha amo demais literatura brasileira e, apesar de não ter sido o país número #1 de leituras por aqui (mas foi quase!!), achei um número bem bom! minha meta era pelo menos 1 por mês, agora pra 2020 eu acho válido deixar em aberto pra dobrar a meta 😜

li coisas de 17 países diferentes, o que não me deixa lá muito satisfeita, ainda mais considerando que 21 livros são de autores estadunidenses (!) e a maioria dos países da lista é europeu...

como eu disse, tenho que diversificar as minhas leituras. não tanto em relação ao gênero literário (sou uma mulher feita pra ler romances, já aceitei essa realidade), mas sim quanto à origem desses livrinhos. já faz anos que eu falo que vou ler mais coisas de países asiáticos, africanos e latino-americanos, mas continuo aqui me entupindo de cultura norte-americana....... uma hora eu aprendo!!!


então só pra esclarecer, foram 21 livros dos eua, 19 do brasil, 6 da inglaterra, 2 do canadá, da itália e da noruega e 1 de cada um dos outros países.

(as imagens tão com a qualidade baixíssima e as cores desse último gráfico não tem nada a ver, mas é o que tem pra hoje. vcs perdoem a tia, mas não tive a menor condição de dedicar mais tempo/cuidado fazendo coisas que sinceramente não têm a menor necessidade de existir. aiai, cada uma que eu invento... kkkk)

sobre a época em que cada livro foi escrito, não é segredo pra ninguém que eu sou a doida dos livros contemporâneos! das 63 leituras do ano, só 7 são de antes de 1950. 


eu sei que é importante ler os clássicos, inclusive faço questão de sempre tentar encaixar um ou outro aqui e ali, mas é tão mais fácil se conectar com leituras mais atuais! os assuntos, as ideias, os acontecimentos, e até a própria escrita... tudo flui tão melhor. e literatura pra mim é válvula de escape mesmo. é pra me engrandecer como pessoa, mas também é pra me distrair da nossa realidade meio merda e me teletransportar pra lugares diferentes, de preferência mais felizes e mais leves (apesar de eu gostar demais de ler livro que me destroça por dentro!!! o que não faz lá muito sentido né, mas enfim kkkk).

antes de eu eleger os melhores/piores de 2019, deixa eu falar sobre os autores dessas belezinhas! esse ano eu conheci 39 autores novos - considerando que "laços" foi escrito/desenhado por duas pessoas - e, dos 63 livros do ano, 40 foram escritos por eles (li 2x a margaret atwood e a celeste ng!). os outros 23 livros foram escritos por 19 autores autores que eu já tinha lido antes (li 2 do stephen king e do drauzio varella e 3 da suzanne collins).

agora sim, finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno em forma de textão, vamos ao ranking de leituras!!!

quanto aos piores do ano, elegi 7 como os que eu menos gostei. não quero afirmar de modo algum que sejam livros ruins, inclusive alguns deles são muito bem escritos, só não funcionaram pra mim. vou colocar aqui embaixo em ordem de "não preferência" (ou seja, o primeiro é o que eu menos gostei e o sétimo é o que eu achei mais ok entre eles):

  1. exílio na ilha grande - andré torres
  2. terra das mulheres - charlotte perkins gilman
  3. a mulher que matou os peixes - clarice lispector
  4. o corcunda de notre dame - victor hugo
  5. admirável mundo novo - aldous huxley
  6. assassinato no campo de golfe - agatha christie
  7. a morte em veneza - thomas mann

dei 2 estrelas pra todos esses no goodreads, menos pro "exílio", que foi o único abandonado do ano e ganhou 1 estrelinha só. 

agora rufem os tambores porque vem aí a listinha dos melhores livrinhos de 2019!!!!! todos ganharam 5 estrelas no goodreads e um espaço especial no meu coração, de verdade.

também vou falar deles em ordem de preferência (o primeiro é o que eu mais gostei e por aí vai). queria eleger menos livros aqui, mas não consegui de jeito nenhum abrir mão de qualquer um deles. e inclusive já foi MUITO difícil decidir só esses, socorro!! também quebrei a cabeça pra chegar nessa ordem e nem sei se fiquei 100% satisfeita com ela, mas lá vai:

  1. tudo o que nunca contei - celeste ng
  2. sing, unburied, sing - jesmyn ward (o único que eu li em inglês no ano todo)
  3. primeiro mataram meu pai - loung ung
  4. pequenos incêndios por toda parte - celeste ng
  5. simon vs. a agenda homo sapiens - becky albertalli
  6. jurassic park - michael crichton
  7. mauricio: a história que não está no gibi - mauricio de sousa
  8. meio sol amarelo - chimamanda ngozi adichie
  9. a guerra que salvou a minha vida - kimberly brubaker bradley
  10. o poder - naomi alderman
  11. estação carandiru - drauzio varella

digo isso todo ano, mas não custa repetir: assim como no caso dos piores do ano, esses livros não são necessariamente o suprassumo da literatura mundial, mas foram os que mais mexeram comigo. eu amei tanto esses todos!!!!! ah, não quis citar releituras na lista, mas fica uma menção mais do que honrosa pra trilogia de jogos vorazes, que foi um dos pontos mais altos do ano ♡

acho que é isso, gente. agradeço real oficial a quem continua aparecendo por aqui, fiquem ligados nos próximos capítulos!