segunda-feira, 31 de agosto de 2015

31/08: blog day!

"Comemorado no dia 31/08, o Blog Day é uma iniciativa internacional que incentivar a divulgação de blogs bacanas entre blogueiros. A escolha data vem por causa dos números, que “parecem” com a palavra blog: 3108."

(gente, tô chocada com essa info aí dos números, acabei de descobrir! hahaha) 

a intenção do blog day é indicar quinze blogs, divididos em três categorias. here we go: 

- 5 blogs que não saem do meu feed (aquele que você ama e não deixa de ler)
 milarga, por vanessa negrão 
 wink, por mia sodré 
 karol pinheiro, por karol pinheiro 
 na nossa vida, por isadora ribeiro 
 draminha, por raquel 

- 5 blogs que eu conheci no Rotaroots (auto explicativo)
 borboletando, por victoria siqueira 
minha vida como ela é, por analu bussular 
so contagious, por anna vitória rocha 
oh so fangirl, por ana 
maionese, por raquel arellano 

- 5 blogs para sair da rotina (que não necessariamente falam do mesmo assunto que você, mas você adora ler. Ex: tenho um blog de música mas amo um blog de games)
loucas por esmalte, por bianca e camila 
prato fundo, por vitor hugo 
morri de sunga branca, por bic muller e thiago pasqualotto 
just lia, por lia camargo 
dela rosa, por helô dela rosa 

não vou explicar meus motivos pra escolher cada um deles, porque basicamente o critério foi o mesmo pra todos: gosto pra caramba, leio sempre, quero que mais gente conheça. a princípio, quinze parecia um número até que grande de blogs a serem indicados. até que eu terminei, olhei a lista e pensei "mas tá faltando muita coisa, quero indicar mais uns duzentos!" hahaha eu devo estar cometendo injustiças, tenho certeza que tô esquecendo de alguém que não poderia de jeito algum ficar de fora desse post, mas enfim. alterei a lista algumas vezes antes de chegar nesse resultado final e acho melhor publicar logo antes que eu mude de ideia de novo! hahah :)


domingo, 30 de agosto de 2015

livrinhos de agosto

agosto foi um mês tão longo que deu tempo até de ler uma infinidade de livros, olha só que coisa boa! :)

às vezes eu passo por umas fases chatas, em que não consigo me concentrar o suficiente e, sendo assim, fico sem saco pra leitura. me sinto mal quando isso acontece, é como se fosse contra meus princípios!! haha em junho, por exemplo, eu li só 2 livrinhos (e confesso que, às vezes, esse número fica no 0, porque passo dias e dais sem pegar num livro). mas em agosto, milagrosamente, consegui ler 5! foram eles:

1. são bernardo - graciliano ramos


eu não pretendia ler esse livro esse mês (ou nunca na vida, sinceramente), mas meu professor de literatura brasileira II passou como leitura obrigatória pro semestre e eu achei por bem encarar o desafio. não vou me alongar na história, mas o livro é narrado por paulo honório, que passa de menino órfão a proprietário de uma grande fazenda. o cara é ambicioso e rude pra caramba, sequer me simpatizei com ele. não li com tanta atenção assim, mas são tantas personagens e tantos nomes aparecendo o tempo todo que eu me confundi várias vezes no meio da narração hahah no fim das contas, não curti o livro. não odiei também, só achei que não me acrescentou nada - que meu professor nunca leia isso aqui!

2. carcereiros - drauzio varella


pra aliviar a leitura do são bernardo, eu li esse aqui ao mesmo tempo. e achei incrível! o drauzio faz muito mais do que só aparecer na tv pra falar sobre câncer, por exemplo haha o cara passou anos e anos envolvido com o sistema carcerário brasileiro, trabalhando como voluntário nos presídios, e teve uma experiência muito rica. diferente do seu outro livro, estação carandiru, o foco desse aqui são os carcereiros das prisões. o livro traz uma grande quantidade de relatos e informações de vários anos de trabalho naquele ambiente pesado sob o ponto de vista dos funcionários, que têm uma relação sempre tensa com os presos. a leitura é rápida e tranquila, algumas passagens me fizeram dar bastante risada, mas eu também cheguei a chorar com um pedaço do livro (tenho coração mole, me deixa). recomendo bastante, deu pra refletir sobre muita coisa lendo esse livro.  

3. nga muturi - alfredo troni


eu tô cursando literaturas africanas de língua portuguesa I esse semestre e o foco do curso é angola. antes de entrarmos na literatura em si, o professor passou um belo contexto histórico, falando sobre a colonização portuguesa e tal, até chegarmos na parte em que ele explicou como a sociedade de luanda era organizada no período do estado novo em portugal. depois disso, o primeiro livro que ele passou pra gente ler foi esse aí, nga muturi. é uma novela bem curtinha, li tudo de uma vez, e tem como personagem principal a moça que dá nome ao livro, mas a história dá uma visão da sociedade da época como um todo. vários termos africanos são utilizados no livro, então eu precisei consultar o glossário que tinha no final da edição que eu li pra conseguir entender tudo o que tava acontecendo. foi meu primeiro contato com a literatura africana e achei interessante pra caramba.   

4. angústia - graciliano ramos


mais um livrinho do graciliano que meu professor de literatura brasileira passou pra gente. esse eu até cogitaria ler em alguma época da vida, eu acho. o livro é narrado por luís da silva, um funcionário público que acaba se envolvendo com a vizinha dele, marina, e tem problemas com julião tavares, homem rico que usa seu dinheiro pra conseguir o que quer. a narrativa é lotada de idas e vindas, o narrador mistura coisas que ocorreram no passado com acontecimentos do presente com suposições pro futuro, tudo ao mesmo tempo, falando consigo mesmo em vários momentos, e é preciso um certo grau de atenção pra conseguir entender e distinguir o que tá acontecendo. mais do que a narração da angústia da personagem, o livro trata da decadência do cidadão, que veio de família importante e passou por diversas coisas na vida, chegando até a mendigar. achei o livro todo meio difícil de ler, mas meu problema maior foi com o final. ave maria!  

5. comer rezar amar - elizabeth gilbert


peguei esse livro pra ler anos atrás e não consegui, desisti antes da história de fato começar porque não tava gostando. aí minha mãe me convenceu a dar uma segunda chance a ele, talvez eu não estivesse na época certa de ler quanto tentei pela primeira vez. e ela estava certíssima. dessa vez, eu gostei de tudo. da história, da narração, da divisão dos capítulos. o livro trata da vida da própria autora na busca pelo prazer, pela espiritualidade e pelo equilíbrio. depois de passar por situações complicadíssimas e enfrentar a depressão, liz passa um ano viajando pela itália, pela índia e pela indonésia pra se reencontrar. achei bem legal! e gostei mais das personagens secundárias do que da liz exatamente, mas talvez seja por causa do modo como elas foram apresentadas. a narradora fala dessas pessoas com tanto carinho que foi meio impossível não me afeiçoar aos amigos que ela encontrou nesses lugares.

menção honrosa:
madame bovary - gustave flaubert (falei dele aqui!). comecei em julho, mas só terminei em agosto. então ele não entra na lista, mas fica aqui, singelamente, só porque eu não quis deixá-lo de fora. :)


sábado, 29 de agosto de 2015

unindo o útil (pra mim) ao agradável (pra ele)

o post de hoje é patrocinado pelo meu namorado.

esses dias, em meio a um tremendo dum bloqueio criativo e sentindo desespero pra arrumar temas pros dias finais do BEDA (eita projeto interminável!), recorri ao boy pra pedir socorro. o diálogo entre nós foi mais ou menos o seguinte:

- amor me dá 1 tema pra escrever post pq não consigo pensar em nada *emoji*
- ouve um nerdcast e escreve sobre ele brigado gata bjs
- hahaha não vou ouvir nerdcast dsclp troca outro tema brigada gato bjs
- me pede temas e não aceita, pq pediu?!?!?? aff faz esse *emoji*
- me diz um legal e que me interesse que eu vou pensar no assunto
- *namorado me dá 19 sugestões diferentes*

antes de tudo, deixa eu explicar... o boy é um tantinho viciado nesse negócio. os caras tem uns 500 podcasts (sem exagero) e ele já ouviu quase todos. há tempos ele vem tentando me fazer escutar algum, mas eu sempre me recusei. primeiro porque o negócio chama nerdcast, o que significa que eles falam sobre nerdices que eu provavelmente 1) não conheço 2) não entendo. segundo porque a duração é quase infinita e eu não tenho paciência pra ficar tanto tempo presa na mesma coisa.

acontece que eu realmente não tinha sobre o que falar e eu não podia falhar logo agora, no finalzinho do mês, depois de postar todos os outros dias. aproveitei a oportunidade pra agradar o namorado (fazendo algo que ele insistiu bastante) e arrumando um tema novo. dentre as sugestões que recebi, estavam podcasts engraçados, podcasts sobre literatura e um sobre o walt disney. pois foi esse último que eu escolhi. além disso, namorado me disse pra pular o começo, porque eu só iria entender se tivesse escutado o anterior (nisso eu eliminei quase vinte minutos de áudio!).

fiquei feliz quando os mocinhos começaram a falar sobre o disney, porque eles citaram várias coisas de um livro biográfico que eu não apenas tenho como também usei pra fazer meu tcc no colegial (zZz...). já nem lembrava mais de alguns fatos não relacionados diretamente com a vida dele quanto walt disney dono da walt disney company (do tipo: o moço foi motorista de ambulância da cruz vermelha) e achei legal relembrar dessa forma. aliás, os caras são bem engraçadinhos né. fazem piada o tempo todo, é bem divertido de escutar.

tão gracinha!!

a conversa começou no disney como ser humaninho e foi evoluindo, passando por toda a trajetória dele, dos filmes, das inovações no mundo da animação... até chegar nos parques, em orlando e, vejam só, falaram até do parque do harry potter. no caso, a comparação foi basicamente: "por mais que os parques da universal sejam muito bons, a disney é a disney né" <3

foi uma experiência bacana escutar o bendito do podcast? sim e não. achei divertido como já disse, dei umas risadas, descobri umas informações novas até. mas assim... uma hora e quarenta minutos, sabe? não dá. eu mal tenho paciência pra séries com episódios de 40 minutos, imagina ficar quase duas horas escutando as mesmas pessoas falando sobre várias coisas??? (inclusive, sonho com o dia em que séries que não sejam de comédia tenham episódios curtinhos também.)

mas fica aí o link do podcast em questão, caso alguém queira descobrir infos legais sobre o senhor walt incrível disney - e não quiser ler um livro de 900 páginas: o mundo de walt disney - ep. 344 :D


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

eu não gosto de festa surpresa, obrigada

título alternativo: jamais organize o meu casamento sem que eu saiba disso

a gente costuma jantar todo mundo junto aqui em casa. normalmente, essa refeição acontece na hora da novela das nove e, como era de se esperar, a gente come assistindo. mais por costume do que por realmente gostar da novela, eu diria. aliás, eu sequer vejo o capítulo inteiro. se eu ficar na mesa durante vinte minutos, é só o que eu irei assistir. meus pais até veem tudo, mas: papai dorme e mamãe presta mais atenção nos acontecimentos no facebook do que na televisão. (ignoremos agora que A Globo Mente™ e seus derivados, foquemos em ver novela como uma forma de entretenimento banal.)

essa novela tá nos seus capítulos finais, o que significa que as coisas estão acontecendo numa velocidade assustadora. eu não vi no sábado e nem na segunda, então me senti bem perdida na terça feira. gente já tinha morrido, gente já tinha ficado internada no hospital e já tinha se recuperado inclusive, gente tava viajando... entendi foi nada. aí nem dei muita bola pros acontecimentos, eu tava mais focada no meu sanduíche e em dar risada de uma personagem maluca que fica pentelhando a novela toda mesmo. 

até que chegou uma cena e eu fui obrigada a não só prestar atenção, mas também a comentar. o mocinho organizou uma festa de aniversário imensa (acredito eu que tenha sido isso) e convidou aproximadamente 87% das personagens da novela. eis que, em determinado momento da festa, o aniversariante pega um microfone pra anunciar pra todos os convidados que, apesar de realmente ser seu aniversário, o motivo da festa era outro: seu casamento. o curioso é que nem a noiva tava sabendo disso. sendo assim, o cara aproveitou aquele avisinho bem singelo pra, no caso, pedir a moça em casamento. primeiro organiza a festa do casório, depois descobre se a moça quer casar. ela ficou meio Q? e disse "rsrs mas gato tenho nem vestido branco que isso rsrs" e ele "pensei em tudo meu amô oh o vestido ali a costureira ali também vai ficar ótimo, vamo nessa". ela hesitou um tantinho, mas acabou aceitando. sendo aquele o núcleo pastelão da novela, rolou umas bagunça lá no meio antes de dar tudo certo e blablabla. aí eu lembrei que, tempos atrás, o fantástico passou uma matéria disso também. dois casamentos organizados dessa mesma forma, um dos noivos fez a festa toda sem que o outro soubesse. e aí foi aquela comoção, um baita chororô, essas coisas.


os respectivos noivos desavisados adoraram a ideia. eu, se fosse comigo, teria odiado (ok, namorado?). como é que um dos dias mais importantes e marcantes da minha vida vai ser feito assim, nas minhas costas, sem que eu opine sobre as coisas? como que vão escolher o meu vestido de noiva? e se for um corte que eu não usaria? se tiver algum bordado que eu não goste? e a decoração da festa? vai que a galera coloca alguma flor que não me agrada? e as cores, gente??? "ah mas todo mundo sabe que sua cor preferida é amarelo" mas quem disse que eu queria casar com essa cor estampada em todos os lugares do salão? ALIÁS, quem disse que eu queria casar esse dia? se eu quiser casar com o cara, mas NÃO NAQUELE DIA, como que faz? e a pressão de ter de aceitar só pra não ficar chato??? imagina só, você seria eternamente a vilã da história se recusasse o pedido na frente de todos os seus amigos e familiares... são muitas questões, pqp. 

pois eu ganhei uma festa surpresa no meu aniversário de 15 anos. mamãe fez com a melhor das intenções, eu amei e odiei na mesma medida (mas agradeço do fundo do coração ainda assim). vejam bem, eu sempre disse que queria uma festa de debutante. aquelas frescuras de quinze casais, valsa, troca de vestidos e tudo mais. até que eu fui pra disney quando tinha 13 anos e voltei pra casa decidida: dali dois anos, em vez de gastar uma porrada de dinheiro numa festa igual a de todas as outras mocinhas, eu iria pra disney novamente. muito mais legal! meus pais compraram a ideia, inclusive fomos mesmo e foi incrível. mas mamãe não se contentou e organizou uma festa (ainda que modesta) com tudo o que eu tinha direito. 

como eu não descobri ninguém sabe, já que tive umas duzentas chances de ficar sabendo do plano. acho que era pra ser surpresa mesmo, seria muita mancada da minha parte estragar tudo aquilo antes da hora. assim que eu entrei no salão e todo mundo gritou "surpresa", eu comecei a chorar. a emoção inicial não foi "ai que fofo eu sou muito amada pelas pessoas", foi "eu não acredito que ceis me fizeram de troxa dessa forma". fiquei com vergonha e fiquei brava também, onde é que já se viu todo mundo me enganar durante tanto tempo???? depois superei essa parte, abracei todo mundo e chorei de felicidade mesmo. obrigada, queridos enganadores, por terem feito tudo isso pra mim e por mim.

o ponto é: uma festa surpresa só na vida já tá de bom tamanho pra mim. entendo que há quem fique radiante ao receber esse tipo de presente, mas eu me contento com surpresas menores. do tipo "lembrei que você gosta de girafas e encomendei essas aqui de pelúcia lá da china pra te dar, sem motivo algum, só pra você ficar feliz mesmo" (fatos reais). MUITO MAIS A MINHA CARA, sabe? talvez eu não goste desse tipo de coisa porque preciso ter um certo controle sobre minha vida. talvez eu não goste desse tipo de coisa porque não quero que alguém se meta nas minhas particularidades dessa forma. talvez eu não goste desse tipo de coisa simplesmente porque não acho legal mesmo. talvez seja tudo isso junto.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

nobody cares #4

* depois de toda a loucura que foi aquela bendita recuperação na faculdade, fiquei com 7.5 de média dessa matéria. YAY!

* descobri que bolo de cenoura de microondas é a ideia mais genial do mundo (450 vezes mais fácil de fazer e tão gostoso quanto o de forno!)

* também descobri que minha receita preferida de omelete (na atualidade, pelo menos) é: ovo, queijo cheddar, cebolinha e umas ervinhas. além da manteiga na frigideira. não precisa nem de sal, pro meu paladarzin. MEU DEUS MELHOR COMIDA QUERO TODO DIA <3

* assisti ilha do medo e achei incrível! sou bem boboca, então fiquei muito tensa em algumas partes, mas adorei o filme. principalmente por motivos de leo dicaprio e mark ruffalo <3


meu coração num guenta!!!!

* tô viciada em assistir vídeos de culinária no youtube. tô inscrita em vários e assisto pelo menos uns três, quatro vídeos por dia só pra manter o nível de felicidade sempre no lugar :)

* andei pela primeira vez num desses ônibus novos, com ar condicionado. na teoria, a ideia é boa. na prática, o negócio é sufocante. no sentido literal mesmo, porque as janelas todas trancadas sem a possibilidade de abrir tornam o ato corriqueiro de respirar uma tarefa meio complicada. sabe quando fica aquela coisa quente, pesada? pois então. e eu mal senti o arzinho frio batendo em mim, achei horrível. vamo liberar essas janelas, gente, pelamor!

* percebi que tô com uma vontade maluca de jogar uno. aliás, faz tanto tempo que não jogo (muitos anos mesmo) que já não sei mais as regras. só sei que o +4 era o auge da diversão - e das intrigas entre amigos e familiares. QUERO!!

* fui numa quadra de escola de samba ver um ensaio da bateria, no meio da semana. esse é o tipo de coisa que apenas o meu namorado é capaz de me proporcionar.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

sobre não ter aulas de quarta

quando montei minha grade horária pra esse semestre na faculdade, decidi ficar com apenas sete matérias. meu plano inicial era cursar oito, mas quando percebi que com uma a menos eu poderia ter um dia livre na semana: não fui capaz de resistir.

sete matérias parece pouca coisa se comparado com o número de aulas que a gente tem na escola. mas se levarmos em conta a carga estratosférica de leitura do curso de letras, acho que é um número bem razoável. só pra ilustrar: meu professor de literatura brasileira passou cinco romances completos como leitura obrigatória, além de recomendar como bibliografia de apoio (essenciais pro acompanhamento do curso), pelo menos, dois textos críticos por aula. e ainda faltam os textos das outras matérias todas - algumas com menos leitura, como é o caso de latim, outras com tanta leitura quanto, como é o caso de literatura portuguesa. 

não que eu leia tudo isso. nem tento, pra ser bem sincera. passo um filtro pelos textos de apoio e escolho aqueles mais interessantes, não releio o que eu já tive de ler em outros momentos da vida/do curso, faço ~leitura dinâmica~ naqueles mais longos e foco só nas partes mais importantes... senão fica impossível. mesmo tendo um dia livre, em que eu supostamente deveria estudar tudo o que acumulei ao longo da semana.

supostamente né, migos. por mais que eu me programe e já decida na terça qual será meu plano de estudos pro dia seguinte (sou dessas), eu não sigo meu planejamento. se decido que vou estudar três matérias, pelo menos uma vai ficar de fora. e eu já escolho as três sabendo qual delas vai ser deixada de lado, vejam bem a que ponto chegamos... ¯\_(ツ)_/¯  

sabe o que me impede de estudar? todas as outras coisas. eu leio meus textos na internet, porque pdf é amor. mas na internet tem muita coisa legal, né? tem blogs pra ler, tem vídeos de gatinho pra assistir. aí quando eu me deparo com um texto 1) chato 2) confuso 3) de difícil entendimento, eu faço pausas na leitura pra ver se minha mente se acalma. mas as pausas duram muito mais tempo do que eu gostaria e, quando eu dou por mim, já me atrasei toda e não consigo mais seguir o plano. 

além disso, quarta é o dia que eu, dormindo até mais tarde e estando mais disposta por consequência, faço outras coisas que nos outros dias na semana eu não quero nem saber. eu pinto minhas unhas, eu arrumo minhas gavetas, eu faço bolo, eu vejo filme, eu leio livros por diversão. coisas essas que me mantêm entretida e, com certeza, também me impedem de ler noventa páginas em inglês sobre morfologia, como já era de se esperar.

meu despertador toca às 05h10 durante a semana, mas às quartas eu não tenho hora pra acordar. deixo a vida me levar™ e acordo quando meu organismo achar que tá na hora (o que costuma ser, no máximo, às 09h00). são várias horas a mais de sono, o que significa que depois fica mais difícil pra dormir a noite. somado ao fato de que eu tenho a impressão de já ser sábado e de que no dia seguinte posso acordar tarde de novo, quando eu percebo já são mais de 23h30 e eu ainda tô bem tranquila fazendo várias coisas, como se eu não fosse acordar dali 5 horas. ainda tô sofrendo pra me adaptar a essa parte.

só tive um mês dessa nova rotina de pausa no meio da semana, ainda falta um semestre inteiro. é esquisito, ainda não me acostumei, mas tá maravilhoso! vou sentir falta de poder colocar meu sono em dia quando minha grade horária mudar </3


terça-feira, 25 de agosto de 2015

em defesa da menina bela

acredito que todo mundo que reside nesse imenso território brasileiro conhece bela gil. ninguém sabe muito bem quando ela surgiu, às vezes não se sabe nem como é que se ouviu falar dela pela primeira vez, mas a moça passou a ser tão comentada por todos os cantos que fica muito difícil de não saber de quem se trata. (caso você não a conheça, me diz: por onde cê andou nos últimos tempos, meu amô?)

a moça, dona de um sorriso gigantesco, que não tá nem aí pra isso e usa batom vermelho sim obg de nada, é filha do gilberto gil. coisa que dá pra gente adivinhar por causa do sobrenome, mas fica perceptível só de olhar pra ela. a menina é A. CARA. do pai. o que significa que ela não tem nada a ver com a irmã, de igual é só o gil mesmo. ENFIM.

sorrisão com 284 dentes

bela gil apareceu na minha tevê de um dia pro outro com um programa de culinária. ele seria só mais um dos nove mil setecentos e doze programas que passam em todos os canais possíveis, caso ela não fosse o que ela é. e aí vocês me perguntam: "miga, qq ela é?". e eu lhes digo: DIFERENTE e AUTÊNTICA. e saudável também, claro. falemos do último ponto primeiro, acho mais fácil.

ela é dessas que defende com unhas e dentes uma alimentação saudável. a mais saudável que existe, de um jeito que a maioria das pessoas sequer sabia que era possível se alimentar um dia. comida crua, todos os tipos de vegetais existentes, a menor (ou nenhuma) quantidade de açúcar e sal além do que já existe no alimento, só coisa orgânica, nada industrializado, pouca (ou nenhuma) carne. e por aí vai. 

pra galera que vive a base de fast food, refrigerante e chocolate, a ideia é absurda. pra mim, filha de mãe natureba, a ideia é bem ok. LONGE DE MIM comer melancia grelhada, inclusive no churrasco não me venha com arroz e salada porque o que eu quero ali é comer pão com linguiça e farofa, mas optar pela alternativa mais saudável em vez de ingerir um monte de porcaria: SIM, POR FAVOR. 

eu assisto o programa dela quando dá. não por me interessar pelas comidas (na maioria das vezes, penso que jamais comeria aquilo na vida), mas porque acho legal. acho legal que exista alguém fazendo alguma coisa diferente. acho legal que o programa se destaque por não seguir o mesmo caminho de todos os outros. acho legal que ela use o espaço dela na mídia pra tentar passar pros outros que é possível comer sem se estragar por dentro. acho legal que ela continua se assumindo como essa maluca radical em vez de se vender e mudar o estilo da sua ~gastronomia mesmo em meio a tantas críticas.

meu pai também assiste. ele, carnívoro em última instância, que faz questão de colocar mais sal em todas as comidas, também acha legal. não pelos mesmos motivos que eu, muito pelo contrário. ele acha engraçado. papai morre de rir (ele gargalha de verdade, é incrível) quando ela fala com a maior empolgação do planeta que "NOSSA QUE DELÍCIA ESSA MINHA ALGA MARINHA ASSADA COM PASTA DE GERGELIM E BROTO DE ALFAFA". pra ele, não é possível que alguém ache tudo isso tão gostoso assim. eu acho possível, apesar de, na minha cabeça, ser tudo bem horrível. minha mãe também assiste. ela, que segue linhas alternativas e evita medicamentos ao máximo, também acha legal. não pelos mesmos motivos que eu (ou talvez também por eles), mas porque realmente gostaria de comer aquelas coisas. mamãe não usa tempero industrializado, mamãe já fez comida com biomassa de banana verde, mamãe só não pira mais nessa história de alimentação saudável porque aqui em casa a gente tem um limite.

eu acho normal que alguém queira se alimentar com produtos naturais. tenho um total de 0 problemas com bela gil e seu programa de culinária que me diz que comer mato é muito loko™. mas se eu não estivesse acostumada com essa filosofia de vida mais saudável no quesito alimentação, eu também não veria nenhum problema na menina. e isso é o que me deixa indignada: não faz sentido que ela receba uma quantidade absurda de críticas e reclamações (WHAT?) por defender uma coisa que faz bem pra saúde. além do mais, ela só tá cozinhando e mostrando pra todo mundo, ela não tá enfiando a própria comida maluca goela abaixo de ninguém. se te incomoda tanto, muda de canal. se te incomoda tanto, é só não grelhar sua melancia. se te incomoda tanto, vai lá comer sua pizza. deixa a mina ser do jeito dela, cara.

ninguém achou ruim quando jamie oliver inventou de revolucionar a alimentação nas escolas americanas, trocando aquele monte de comida gordurosa que faz mal pra saúde por coisa mais natural. causou polêmica por lá no começo, mas depois todo mundo achou ótimo, todo mundo parabenizou, todo mundo falou bem do moço. aí os cara caem matando em cima da bela porque ela disse que o lanche que a filha levou pra escola era tipo chips de batata doce, banana da terra fatiada, granola e água pra beber. como se comer salgadinho de pacote e bolacha recheada fosse muito mais ok. como se ela tivesse forçando a criança dela e todas as outras a comerem aquilo. como se a atitude do jamie, em escala muito maior, não tivesse sido aplaudida. essa crítica seletiva é só por ela ser mais radical que ele? sei lá, não entendo qual o problema.

vocês precisam exercitar a tolerância e a aceitação, gente. já passou da hora de perceber que nem todo mundo é igual, tá? se você se contenta em comer quatro mil calorias numa única refeição industrializada, o problema é seu. se ela se contenta em comer folha e grão sem tempero nenhum, o problema é dela. bela gil não tá te forçando, bela gil não tá te oprimindo. bela gil só quer mostrar o outro lado da moeda. se você não concorda, segue em frente e assiste masterchef*mas deixa a mina em paz.

(só a nível de curiosidade: aqui tem uma infinidade de receitas dela MUITO ~normais~ e aparentemente bem gostosas. larga esse preconceito babaca pra lá! eu, hein...)



* eu não assisto masterchef brasil. nunca assisti. mas assisto as edições de outros países sempre que eu vejo passando. e qual é o meu problema com a versão nacional? os jurados. sei que eles são grossos sem necessidade, sei que eles rebaixam os participantes, sei que eles deixaram em casa a educação e a gentileza. ao meu ver, isso é absolutamente muito mais passível de reprovação do que uma pessoa que cozinha pensando no que faz bem pro próprio organismo. mas essa é só a minha singelinha opinião, né. o que cê curte ou deixa de curtir, desde que não interfira no meu espaço pessoal, não tem nada a ver comigo ;)


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

8. o professor mais picareta que eu já tive

estudei na mesma escola por sete anos, da quinta série ao terceiro colegial. desde o ano em que eu entrei até o ano em que eu saí, eu só tive um único professor de biologia. desde que a matéria se chamava ciências, inclusive. o nome dele não será citado aqui por motivos de bom senso, então chamaremos o mocinho de júnior apenas.

menino júnior é um cara muito legal, bem daquele tipo de professor que todo mundo adora mesmo. os alunos se sentiam à vontade pra conversar, contar coisas, fazer brincadeiras... ele era amigo da gente. e isso era muito bacana, mas a gente só foi perceber tarde demais que também era uma coisa muito ruim.

sendo júnior um cara falante e engraçadão, durante 85% da aula a gente não produzia nada. ficávamos conversando, falando bobagem, dando risada. e conteúdo que é bom: nada. mas quando se está no colegial (antes do terceiro ano, claro), isso é o que o aluno mais quer. um professor que entra na classe, dá 10 minutos de aula e fim, cabô. e o cara sabia conquistar a confiança dos alunos! quando ele sentava com você pra conversar, ele te contava todas as fofocas que ele sabia, envolvendo os outros alunos. você, se fosse mais besta, ia cair na lábia dele e, em algum momento, contaria algo seu também. esse algo, obviamente, seria espalhado pra escola em questão de dias. eu, sabendo disso desde o princípio, desconversava de tudo o que ele me perguntava e apenas aproveitava as infos sobre a vida alheia. 

ALIÁS, fazendo aqui um (parênteses) pra contar um causo: certo dia, do nada, surgiu um boato meio tenso no intervalo das aulas. uma menina, anos mais velha que eu, estava grávida. foi uma tremenda comoção, não tinha uma única pessoinha falando de outra coisa que não isso aquele dia. depois de um tempo, descobriu-se que o pai da criança era um menino também da escola, que era meu conhecido. nossa reação (minha e dos meus amigos) ao descobrir esse casal inusitado foi: gargalhar. gargalhar e achar uma tremenda incoerência a ideia desse cara, que mal dava conta de si, criando um filho. mas como nada aconteceu, surgiu outro boato de que tudo tinha sido apenas um alarme falso, a mocinha não tava esperando um bebê. algum tempo depois, nosso queridíssimo professor de biologia, conversando com a minha classe, acabou contando que, na realidade, não tinha sido um alarme falso. tinha sido tipo um golpe da barriga mesmo. e a ideia tinha sido dele, do professor!!!!! o bonitão achou que seria de bom tom aconselhar a mocinha que queria ~segurar o boy~ a forjar uma gravidez. ANOS SE PASSARAM E EU AINDA NÃO ME CONFORMO COM O ABSURDO DESSA HISTÓRIA HAHAHAHA

mas ok, voltando ao cara... pra não dizer que ele nunca fez nada de bom quanto professor, eu garanto que todos os alunos do meu ano (e eu arrisco dizer que todos os alunos da escola) sabiam absolutamente bem a matéria de genética. afinal de contas, o cara só. ensinou. isso. do primeiro ao terceiro ano do colegial. a cada série nova, ele acrescentava umas informações a mais a respeito daquele mesmo assunto e fim, essa foi toda a matéria que tivemos no colegial ^^ (mas foi bem o que caiu na minha prova escrita da fuvest, ou seja, OBRIGADA PROF!!!)

além disso, esse cara inventou um trabalho final genial! os alunos do colegial, nas três séries, faziam apresentações de final de ano no teatro, pra toda a escola assistir. os temas eram escolhidos por ele e normalmente envolviam 1) doenças 2) coisas polêmicas (drogas, aborto...). como todo mundo assistia, eram feitas várias apresentações (por serem vários grupos apresentando e por serem várias pessoas assistindo), o que significava que no dia reservado pra cada classe, esses alunos não assistiam aula nenhuma. a turma a se apresentar chegava cedo e ia direto pro teatro, pra arrumar a decoração e preparar os últimos detalhes antes do início das apresentações. pra melhorar ainda mais, não sei como menino júnior conseguiu, mas esse trabalho tinha nota unificada pra todas as matérias. então se o seu grupo fosse bem, você já tinha quatro pontos garantidos pra ajudar a salvar todo o seu boletim do último bimestre. os professores de exatas odiavam essa dinâmica, já que ela livrava vários alunos da recuperação, mas a gente amava tanto que não sei nem explicar! 

eu já tive vários professores ruins (acho importante dizer que "ruim" tem várias categorias, já que cada um pode ser bosta por motivos diferentes), mas picareta que nem esse: nunca vi nenhum. é um absurdo pensar que eu nunca aprendi quase nada além das leis de mendel. biologia é uma das matérias mais interessantes, existe todo um universo a ser estudado e o cara lá, falando todo dia toda aula todo ano da mesma coisa e só. mas confesso que sinto saudade dele. querendo ou não, era super divertido descobrir em primeira mão um monte de fofoca besta das outras classes!


domingo, 23 de agosto de 2015

a seleção de músicas mais nonsense do brasil

gosto muito de música brasileira. mais do que de música internacional, definitivamente. e acho um saco quando a síndrome do vira-lata atinge esse campo, porque o que mais tem no brasil é música boa. se a galera não se dá ao trabalho de ouvir, a culpa não é dos artistas. 

senti uma necessidade sem explicação de vir aqui compartilhar algumas das minhas preferidas. mais pra eu mesma ter onde buscá-las quando eu quiser do que pra qualquer outra coisa, apesar de eu achar necessário que mais pessoas tenham acesso a elas. se eu gosto tanto, acho válido mostrar pra mais gente. acho válido que mais pessoas gostem. passei da fase de esconder minhas coisas preferidas só pra mim, eu acho :)

eu utilizei um total de zero critérios pra montar essa playlistzinha fajuta. uma música não tem ligação com a outra, não pensei em absolutamente nada que pudesse ligar todas elas. além do fato de que eu gosto muito de todas, claro. na real, acho que se eu precisasse dar um nome pra minha seleção de músicas seria: "minhas primeiras catorze músicas brasileiras preferidas que me vieram à cabeça" (isso mesmo, 14. pra ativar o toque de algumas pessoas. e o meu também, de levinho). ah, tentei fugir do óbvio e, sendo assim, não coloquei nenhuma das minhas bandas queridinhas de mocinha adolescente etc e tal hehe

olha só quanta coisa legal pra escutar:

5 A SECO - PRA VOCÊ DAR O NOME
"essa dor eu num quero pra ninguém no mundo, imagina só pra você. quero é te ver dando volta no mundo, indo atrás de você sabe o quê (...)"

essa foi a música que eu mais escutei esse mês, provavelmente. não que eu tenha contado, mas imagino que nenhuma outra tenha superado a quantidade de vezes que eu ouvi essa aqui. a princípio, eu ficava muito triste quando escutava, me batia uma bad bem ruim. agora eu ainda fico sentida, mas já não tem mais o mesmo baque. já consigo enxergar algo de positivo por trás da tristeza, sabe? (fez sentido isso? talvez não.)



ALCEU VALENÇA - ANUNCIAÇÃO
"a voz do anjo sussurrou no meu ouvido, eu não duvido, já escuto os teus sinais, que tu virias numa manhã de domingo (...)"

eu não sei por que eu gosto tanto dessa aqui. acredito que tenha muito mais a ver com a letra do que com a melodia, aí o conjunto da obra vira amorzinho de forma geral. eu vivo cantarolando anunciação pra cima e pra baixo dentro de casa, acho bonita! :) 


NANDO REIS - ESPATÓDEA
"não sei se o mundo é bão, mas ele está melhor desde que você chegou e perguntou 'tem lugar pra mim?' (...)"

o nando é incrível no geral né, quis colocar umas dezoito músicas só dele aqui. mas essa em particular (nesse vídeo em especial) me faz sentir vontade inclusive de chamar uma filha de zoé, só pra poder dedicar uma música tão bonita assim pra ela :')


ELIS REGINA - COMO NOSSOS PAIS
"você pode até dizer que eu tô por fora, ou então que eu tô inventando. mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem"

essa mulher, gente. nem conheço tanto assim, nem escuto tanto assim, mas olha esse vídeo... tinha como uma música dessa, com uma letra dessa, com uma performance dessa, com uma voz maravilhosa dessa ficar de fora? não tinha, é claro que não. (aliás, elis regina me faz lembrar da minha prima maravilhosa e de um episódio bem engraçadinho da nossa infância. saudade, cacá!) 



GONZAGUINHA - SANGRANDO
"quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda. é apenas o meu jeito de viver o que é amar (...)"

eu amo essa música num tanto que até dói! dói de amor e de tristeza também, porque olha: o coração aperta de verdade com esses 2 minutinhos e meio de poesia musicada ;~ dá pra sentir na alma o peso de tudo o que ele fala, com essa performance pesada por si só...  


CASSIA ELLER e NANDO REIS - RELICÁRIO
"o que está acontecendo? o mundo está ao contrário e ninguém reparou. o que está acontecendo? eu estava em paz quando você chegou"


eu gosto muito da cássia (bate uma tristezinha quando eu penso que ela foi embora tão cedo), eu gosto muito do nando (tanto que ele já apareceu nessa lista antes), mas eu acho que gosto mais ainda deles juntos. eu ia colocar all star, por motivos óbvios de ser a declaração de amô mais bonita do brasil, mas não deu: relicário é irresistível!


DJAVAN - SE
"são jorge, por favor, me empresa o dragão. mais fácil aprender japonês em braile do que você decidir se dá ou não"

assim como na anterior, eu quase coloquei outra música. no caso, te devoro. mas, novamente, não fui capaz de dizer não a essa maravilhosidade. djavan é um cara massa, não entendo nada das músicas dele, parece que o moço abre o dicionário, escolhe umas palavras aleatórias e compõe. é joia!


CRIOLO - LINHA DE FRENTE
"quem tá na linha de frente não pode amarelar o sorriso inocente das crianças de lá"

cê pode não gostar do estilo musical, cê pode até não gostar do cara (wait WHAT?), mas todo mundo tem de reconhecer que les crioles é um baita dum mocinho gente fina! acho amor, acho importante. e acho digno de reconhecimento, pra dizer o mínimo.  


TIM MAIA E GAL COSTA- UM DIA DE DOMINGO
"eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia. e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia. eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo (...)"

preciso dizer que também quase escolhi outra música? não apenas uma outra, mas fiquei em dúvida entre, aproximadamente, noventa e sete. que culpa eu tenho se o moço tim maia tem tanta música ótima, gente? aliás, ele é uma das pessoas que eu tenho uma vontade não tão secreta de abraçar por longos minutos, até doer os braços, mesmo que ele tenha sido um cerumaninho meio duvidoso. pena que não é exatamente possível fazer isso...


MARIA GADU e LEANDRO LEO - LARANJA
"se quer tamanho eu vou despir a alma e afogar a calma salivando um beijo teu. siga a seta e diga que sou seu"


por um período dessa minha vidinha, fiquei viciada em maria. a voz é gostosa, as músicas são ótimas, ela é ótima. vejam bem, eu gosto até de shimbalaiê, aquela música chata que tocou em uma novela aí. mas essa aqui, laranja, foi a primeira que escutei e percebi que "opa, essa menina é maravilhosa!". ainda mais assim, acompanhada do menino leandro leo, que é um amorzinho por si só.

ZECA PAGODINHO - RATATUIA
"vacilou, me tirou de mané. não pensou, vai voltar pra ralé. já tá provado, quem nunca comeu melado se lambuza até o pé"

sendo eu filha de quem sou, não podia faltar um sambinha nessa lista. sei cantar uma porrada de músicas do zeca, gosto de praticamente todas elas. mas essa aqui, além de engraçadinha, animada e legal pra caramba, ainda me faz pensar na minha mãezoca. lembro quando escutamos essa música numa viagem de carro e fizemos questão de aprender a cantar a letra inteira, porque era ótima. e porque o nome da música é incrível também, convenhamos.


ZÉLIA DUNCAN - TUDO SOBRE VOCÊ
"e até saber de cor no fim desse semestre o que mais te apetece, o que te cai melhor, enfim eu saberia. 365 noites bastariam pra me explicar por que, como isso foi acontecer"


descobri essa música do nada, ouvindo rádio no carro. achei super legal, até meio dançante, talvez. mas essa letrinha foi o que me ganhou, óbvio. é tão amorzinho e é tão "minha", parece o tipo de coisa que eu escreveria caso fosse compositora até hahaha


CAZUZA - CODINOME BEIJA-FLOR
"você sonhava acordada um jeito de não sentir dor. prendia o choro e aguava o bom do amor"

eita que o menino aqui era intenso, exagerado, se entregava até o último fio de cabelo... e é por isso que eu gosto dele :) e essa música é triste pra caramba também, mas é tão gostosa de ouvir. acalma a gente, eu acho. (ou desespera, vai que você se identifica com a tal da música que nunca mais tocou e não tá pronto ainda pra lidar com isso? acontece, paciência.)


CHICO BUARQUE - COTIDIANO
"toda noite ela diz pra eu não me afastar, meia noite ela jura eterno amor e me aperta pra eu quase sufocar e me morde com a boca de pavor"


não podia faltar chico nessa espécie absurda de playlist (por mais que eu quase tenha esquecido de colocá-lo aqui). em um mundo em que existe a música construção, eu precisei de muito esforço pra escolher outra dele, no fim das contas. é que, por mais que a outra seja genial, essa aqui mexe mais comigo. acontece, né? 

***

e por hoje é só. fez sentido esse post? não fez. tem sentido colocar essas músicas todas juntas? não tem. eu tô me importando com isso? não tô. se eu vou escutar tudo isso várias vezes, num repeat eterno? ô se vou! 


sábado, 22 de agosto de 2015

devaneios sobre um fim de semana qualquer

sabe quando você sente vontade de escrever sobre uma coisa específica, mas não consegue transformar aquilo num texto? sim, você sabe. todo mundo sabe. todo mundo já teve essa sensação esquisita de não saber como concretizar em forma de palavras uma ideia que se tem na cabeça. mesmo que seja no meio de uma prova de redação na escola, mesmo que seja na hora de tentar dizer algo pra alguém. mesmo que seja um post besta que nem esse, sobre um fim de semana qualquer.

me deu vontade de registrar um fim de semana, assim como eu já fiz outras vezes. esse aqui nem teve nada de especial, eu nem fiquei super feliz radiante empolgada agradecendo aos céus etc durante todos os minutos. foi bem normal, nada que já não tenha acontecido antes e que não vá se repetir várias vezes ainda. mas mesmo assim, sem nenhum motivo realmente bom, eu quis escrever sobre. só que eu tô ensaiando esse texto há dias e: nada. não sei por onde começo, não sei como eu conto as coisas, não sei como eu estruturo o texto, não sei quais coisas eu deixo de fora e quais coisas não podem faltar... e por aí vai.

a única coisa que eu sei é que eu não ia me aquietar enquanto não tivesse feito isso, mesmo que eu não me contente com o resultado final. coloquei na cabeça que eu queria fazer isso, que eu precisava fazer isso, que eu ia fazer isso. e agora eu tenho três parágrafos introdutórios falando sobre algo que nada tem a ver com o que virá nos parágrafos seguintes - eu espero. relendo o que tá escrito e pensando nessa mistureba de ideias soltas, muito me espanta que minhas notas em redação (incluindo vestibulares) sempre tenham sido tão boas. é difícil de acreditar que alguém que não consegue escrever sobre algo que sente vontade - e está enrolando há três parágrafos pra começar de fato - conseguia criar textos bons sobre assuntos normalmente chatos e desinteressantes. 

nem sempre era simples escrever. dependendo do tema (e do quanto eu entendia ou não sobre ele), o esforço pra preencher o número mínimo de linhas exigido podia ser gigante. mas tá muito mais complicado vir aqui e falar que, num fim de semana qualquer, eu fui numa festa e vi dois filmes novos. como se isso fosse surreal e impossível de descrever. como se eu já não tivesse ido a várias festas iguais e assistido a outros filmes esquisitos. nada de novo sob o sol. talvez o bloqueio na hora de escrever esteja um tantinho surpreendente, mas de resto: tudo mais do mesmo. a festa foi na sexta, um dos filmes foi no sábado e o outro foi no domingo. tudo assim separadinho organizadinho pra ficar ainda mais fácil na hora de contar. teoricamente né, porque a gente já vendo que na prática isso não adiantou de nada. 

acho que agora chegou a hora de tentar realmente. começar do começo me parece uma boa ideia, já que seguir a ordem cronológica tende a facilitar. sendo assim, comecemos pela festa. na verdade, pelo que aconteceu algumas horas antes dela. ainda na minha casa, escolhi qual roupa eu usaria, separei mais algumas coisas, guardei tudo numa mochila, peguei um ônibus e fui pra casa do namorado (não que essas informações sejam essenciais pra narrativa, mas achei importante registrar). chegando lá, teve beijo teve abraço teve amor teve o billy teve a revista superinteressante teve panqueca de janta. ah, teve coisa pra caramba. e teve a gente saindo antes das 20h pra pegar o trem e ir pro local da festa, longe longe longe, e chegar na hora marcada. chegamos. é claro que não tinha quase ninguém lá, as pessoas não cumprem horários. ficamos no frio, esperando esperando esperando. 

por que a gente tinha hora marcada pra chegar? porque meu namorado ia tocar nessa festa. o boy faz parte da bateria da faculdade dele, era uma cervejada da faculdade, a bateria ia tocar na festa, os integrantes deveriam entrar todos juntos. enfim, entramos. o lugar era esquisito, bem caído na verdade. mas eu fui de graça (vantagens de se namorar a atração da festa, meus caros), então não tinha muito do que reclamar. e era open bar, just for the record. ao longo da noite, a festa foi ficando cada vez mais e mais cheia de gente. quando chegou o momento de prestigiar o boy tocando seu repinique (ou seja lá qual o nome daquele tambor), a casa tava lotada. de cima do palco, eu enxergava um mar de gente cantando junto e pulando ao som das músicas de cunho duvidoso da faculdade do namorado (faculdade essa que não terá seu nome citado, mas fiquem vocês sabendo que: os alunos de lá idolatram, as pessoas de todos os outros lugares - eu inclusive - não são muito fãs... é uma coisa de louco). a bateria foi o ponto alto da noite, mas não posso negar que tirar uma foto com um anão famoso (que eu não conhecia) também foi divertido.

namorado artista e eu ficamos por lá até dar o horário do metrô abrir, por volta de 4h30 da manhã. na volta, passamos num habibs pra encher a pancinha e comemos várias esfihas. e bebemos o suco de maracujá mais doce da história da minha vida, que horror. e deixamos pra trás nossas canecas, coisa que só percebemos tempos depois, já no metrô. essa parte foi triste, a gente tava colecionando :( eu já disse que o lugar era super longe? pois digo de novo, de tão longe que era. a gente tava há mais de dez estações de metrô de distância de onde desceríamos pra fazer transferência pra outra linha, era muita coisa. sendo assim, é claro que deu tempo de dormirmos. e é claro que, quando acordamos, demoramos um tantinho pra perceber que tínhamos perdido nossa parada e já estávamos umas quatro estações pra frente. só nessa brincadeira demoramos mais meia hora pra chegar em casa, foi ótimo. rolou até corrida na rua pra ver se chegávamos mais rápido. entramos em casa, escovamos o dente, colocamos o pijama, deitamos na cama, ficamos abraçadinhos e dormimos. tudo isso em menos de dez minutos.

no sábado, assistimos pulp fiction. todo mundo ama, eu não gostei. não vou me estender, mas achei o filme todo sem pé nem cabeça - mesmo que todas as cenas sejam interligadas e se expliquem. genial, porém não faz meu tipo. namorado ficou ofendido, porque é o filme preferido da vida dele. a parte que eu mais gostei foi aquela em que ocorreu uma discussão sobre cachorros e porcos serem animais sujos ou não, OU SEJA. e domingo foi dia de ver 50 tons de cinza. péssima escolha, por motivos óbvios. ninguém tava esperando um filme bom, a gente só não tava esperando um filme tão ruim também. duas horas e nada acontece, duas horas e nenhum diálogo bom, duas horas e pura vontade de desligar a tv. nós até arriscamos assistir de cabeça pra baixo, pra ver se ficava um tantinho mais animado. não ficou, mas rendeu umas risadas legais. por conta disso, rolou uma tentativa de fechar um dos olhos pra ver se a legenda, de ponta-cabeça, ficava mais nítida. também não ficou. 

e foi isso. deixei tanta coisa de fora desse texto que nem parece que foi o mesmo fim de semana. não falei da comida que fizemos, não falei das gargalhadas que nós demos. bom, agora eu falei... mas mesmo sem falar sobre tudo, isso aqui ficou imenso. tão grande que, fosse essa uma redação de vestibular, os corretores sentiriam preguiça de começar a ler. e ficariam confusos com a falta de coesão. e me dariam uma nota baixa pelo meu desempenho. e deixariam de lado o fato de que eu tive de me esforçar de um jeito maluco pra conseguir devanear dessa maneira sobre um fim de semana qualquer, mas que eu gostei muito de ter vivido. 


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

latim: e a saga continua

temos aqui pela frente mais um semestre cheio de surpresas não tão surpreendentes assim. já falei mais de uma vez, mas vou repetir mesmo assim: eu tive um professor de latim totalmente pirado no terceiro semestre da faculdade. vejam bem, eu entendo que não dá pra exigir muita coerência de alguém que escolhe uma língua morta como material de pesquisa/trabalho, mas bom senso é o mínimo que se espera de um professor da ~maior universidade do brasil~ né, migas...

pra recapitular bem rapidinho: o prof deveria ter ensinado conceitos básicos da língua (declinações, casos, etc), assim como fizeram todos os outros. o prof se achou too cool for school e resolveu ensinar gramática histórica, ignorando total a introdução ao idioma. o prof descobriu que não daria a continuação da matéria no semestre seguinte, deixando todos os alunos dele na mão. o prof disse pra gente que os outros profs tinham combinado de passar uma revisão no início das aulas, pra ajudar quem tivesse menos conhecimento sobre latim (no caso, não tínhamos conhecimento quase nenhum). e foi isso.

pra evitar uma catástrofe no meu resumo escolar (leia-se: pra evitar uma ~nota vermelha~ no meu ~boletim~ heh), eu escolhi como professor pra introdução ao latim II um cara super didático que deixa levar material pra consulta no dia da prova. pra quem não sabe nem 10% do que deveria saber, prova com consulta é uma solução, no mínimo, interessante. ou, em outras palavras, não tão desesperadora. mas isso era o que eu pensava antes da primeira aula do cara...

eu já tinha assistido aulas dele semestre passado. o professor é meio fora da casinha, mas, novamente, não podemos esquecer que o cara dá aula de latim por livre e espontânea vontade, né? pois bem. esse cara é ótimo. é um tiozinho meio esquisito, sempre com a mesma roupa (uma camisa toda amassada, uns números maior do que deveria ser, e uma calça larga que continua caindo mesmo com o cinto), com uma barba enorme meio bagunçada, que dá uns "gritos" aleatórios ao longo da aula e se enfia no meio das carteiras sem o menor pudor pra puxar os cadernos dos alunos e verificar se as respostas dos exercícios estão corretas. bem peculiar, eu diria.

pois bem. nada disso é problema, acho ótimo até. não sou tão fã assim da parte do caderno, acho meio invasão do espaço alheio, mas enfim... entendo que o aluno tem de participar e tal. o problema mesmo é que a primeira coisa que o cara disse quando entrou na sala no primeiro dia foi:

- vamos continuar a matéria de onde paramos semestre passado. tô vendo bastante gente conhecida aqui na sala e, mesmo que tenham alguns alunos que vêm de outros professores, tá tudo bem. todo mundo ensina a mesma coisa, né? então. a gente viu até a terceira declinação. a 4 e a 5 eu não vou ensinar não, vocês aprendam em casa utilizando a apostila, porque aluno de letras também é pesquisador. sendo assim, vamos ver as matérias x, y e z. 



HAHAHAHAHAHAHAHAHA gente, eu mal consigo colocar em palavras o que eu senti naquele momento. sabe aquela gargalhada nervosa que a gente dá quando a única outra opção é chorar? HAHAHAHAHAH (vejam que eu continuo aqui dando essa mesma risada, porque olha...)

tô acompanhando as aulas do cara assim, no escuro, já sabendo que vai ser meio hardcore aprender o conteúdo de 2 fucking semestres de um idioma novo praticamente conta própria antes da primeira prova. aliás, prova essa que o professor fez questão de avisar de antemão que vai abranger conteúdo pra cacete, só pro meu emocional ficar um tantinho mais abalado. adorei.

mas a parte boa é que latim é uma língua divertida. por exemplo, existe o verbo frango. tem como não se divertir estudando uma coisa dessas? tem, com certeza tem. mas vamos fingir que tá tudo ótimo, assim fica mais fácil de levar.

sobre a letras: quem disse que seria fácil, não é mesmo???? (todo mundo disse, aí é que tá o problema.)


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

muito mais do que um presente surpresa

um dia meu namorado resolveu que ia virar ciclista. assim, sem mais nem menos, ele comprou uma bicicleta. e BOOM, a vida dele mudou pra sempre. o boy adquiriu novos hábitos, fez uma infinidade de novos amigos, descobriu interesses diferentes, passou a gastar muito mais dinheiro (e ele não se arrepende dessa última parte, muito pelo contrário). na minha visão, além de estar mais saudável, ele está mais feliz. se encontrou nesse esporte, nesse lifestyle, e entrou de cabeça nessa história de bike. eu achei incrível.

minha participação nesse pedaço da vida dele é, relativamente, pequena. como já contei aqui, eu só aprendi a pedalar esse ano (e não andei de bicicleta nenhuma vez depois desse dia, diga-se de passagem), então eu não tenho nem como me meter muito nesses assuntos. mas ele me deixa por dentro de todas as compras novas, me mostra tudo quanto é coisa relacionada à bicicleta... é quase como se eu fosse uma semi-ciclista, mas sem a parte de pedalar propriamente dita  ¯\_(ツ)_/¯

mesmo sem andar de bike, eu vivia brincando com ele que "um dia, quando eu tiver minha própria bicicleta, vamos fazer tal passeio, vamos visitar tal lugar..." e por aí vai. e ele vivia me mostrando fotos dessas bikes femininas absolutamente lindinhas, com direito a cestinha na frente e tudo mais, pra alimentar o sonho. até que, certo dia, ele me disse "tem um cara vendendo uma bike que é a sua cara por um preço bem barato". e eu, brincando, disse pra ele comprar pra mim. é claro que o boy levou a sério. é claro que ele entrou em contato com o cara na hora. é claro que a gente já tava planejando o momento em que buscaríamos a bicicleta (era em outra cidade, faríamos quase uma viagem só pra resgatá-la :D).

na minha cabeça, a gente tava esperando o vendedor confirmar pra irmos lá em algum final de semana retirar a nossa compra. então, ingênua que sou, eu não desconfiei da atitude estranha do boy em uma sexta feira à tarde. quer dizer, eu achei suspeito sim. afinal de contas, o menino me mandou uma mensagem enigmática™ falando "daqui meia hora vou passar na sua casa, preciso de uma ajuda sua". quando eu perguntei por que exatamente ele precisava de mim assim, do nada, sem nenhum tipo de explicação, a resposta foi "vou enterrar um corpo, traz a pá". típico dele, sério. (não que meu namorado esteja acostumado a enterrar corpos, a parte típica é fazer piada a todo momento. enfim.)

o boy sempre faz esquisitices, mas dessa vez tava pior que o normal. quando ele chegou, fui encontra-lo assim meio ressabiada. afinal de contas, por mais que eu não tivesse levando pá nenhuma, vai saber, né? saí na rua e dei de cara com ele já fora do carro, usando roupinha social, porque ele tinha ido pra minha casa logo depois do trabalho <3 ele estava super agitado, assim como eu fico quando estou ansiosa pra alguma coisa. não entendi nada. todo empolgado, o boy abriu a porta de trás do carro e me perguntou o que eu estava vendo. "nada", respondi. resposta corretíssima, segundo ele. continuei sem entender nada. até que ele me pegou pela mão e me levou até o outro lado do carro, onde se encontrava, do lado de fora, escondidinha, a bicicleta mais linda que eu já vi. e ela, meus amigos, era minha.

com direito à cestinha, buzina e espelho <3

(eu sou uma fotógrafa tão ruim que não fiz justiça a nem metade da lindeza dessa bici, vejam só)

minha, sim, porque meu namorado é maluco. comprou sem me avisar, levou pra mim sem me contar e me fez uma surpresa linda. e ele estava tão alegre e nervoso e lindo que, por uns segundos, em vez de olhar pra bike, eu não conseguia tirar os olhos dele. agradeci infinitas vezes, dei infinitos beijos e abraços no boy, quase abracei a bicicleta. e é óbvio que ele me fez pedalar. e é óbvio que eu não quis, porque sabia que aquilo não era uma boa ideia. e é óbvio que ele me convenceu. e é óbvio que deu errado no começo, mas depois ficou tudo bem. ele ficou super feliz, eu fiquei super feliz. foi um momento maravilhoso, de verdade.

olha o sorrisão da criança!!1!
{e olha o chinelin, também}

agora eu tenho a obrigação de participar mais ativamente nesse pedaço da vida dele. o cara me presenteou com uma bicicleta, sabe? o mínimo que eu posso fazer é retribuir pedalando. junto com ele, de preferência. passeando em parques, utilizando as ciclofaixas da cidade, dando voltas no nosso bairro... isso não importa. o que importa mesmo é que eu preciso aproveitar esse presente da melhor forma possível, porque ele foi a coisa mais bonita que alguém já me deu. esse garoto entrou na minha vida pra revolucionar as coisas por aqui da melhor forma possível, disso eu tenho certeza. obrigada mais uma vez, amor. por tudo! <3


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

se eu fosse uma esportista...

"5 esportes que eu praticaria: os Jogos Panamericanos vieram e passaram, as Olimpíadas estão pra chegar por aqui com calção de turista com flores e o que nós queremos saber é QUAIS os esportes que você praticaria se fosse um grande esportista da nossa queridíssima delegação brasileira."

eu não pratico esportes. sempre fiz o que pude pra evitar as aulas de educação física. eu era aquela que fugia da bola (e todos nos time tinham plena consciência disso) e ficava parada na quadra sempre que possível, entediada, só observando os colegas ficarem suados e cansados. 

fui contemplada por esse menininho.

apesar de não ser nada esportista, eu gosto de assistir os jogos. menos futebol, porque é um saco. mas acompanho o vôlei pela tv sempre que é possível, por exemplo. então época de olimpíada, de pan e de jogos de inverno, pra mim, é sinônimo de amorzinho. pra facilitar minha vida, eu sou dessas que não decora (e não entende) as regras dos jogos, então nem me dou muito ao trabalho de entrar mesmo no mundo dos esportes. aliás, eu mal sei quais são as modalidades em cada campeonato... sendo assim, escolhi cinco esportes que me agradam independente de eles fazerem ou não parte de alguma dessas competições oficiais:

1. NATAÇÃO
acho que é o esporte que eu mais gosto. pelo menos foi o único tipo de exercício físico que já me deu prazer nessa vida. toda criança pequena entra na natação, né? eu entrei e saí diversas vezes (sou dessas, acostumem-se), mas fui muito feliz em todas. até quando desisti de vez, não fiz isso por não gostar mais de nadar. simplesmente perdi a vontade e pronto, cabô. mas ainda cogito voltar a nadar algum dia nessa vida. talvez eu já não esteja mais na época de me descobrir como um grande nome do esporte, mas VAI QUE??? :D



2. GINÁSTICA OLÍMPICA

eu tenho 0 aptidão pra esse tipo de coisa. pra começar, tenho pavor só de pensar em ficar dando pulos no ar correndo risco de cair e quebrar o pescoço. já pensou? mas, paranoias à parte, acho lindo! é incrível ver os saltos, a técnica, a delicadeza e a força andando lado a lado a cada passo dos ginastas. eu mal consigo dar uma estrelinha (sad but true), eu jamais teria a disciplina necessária pra ser uma atleta que participa de competições, mas sonhar não custa nada! :)



3. CURLING
gente, como um esporte dos jogos de inverno que depende de pedras e vassourinhas e uma pista de gelo e se joga em equipe pode ser tão underrated??? curling é maravilhoso! hahaha é tipo um jogo de bocha porém mais tecnológico, sei lá, é até difícil de explicar hahaha mas juro que acho emocionante de assistir. aliás, assisto com meu pai quando passa na tv e a gente se empolga toda vez. o negócio depende de muita concentração e da precisão dos atletas, dá pra sentir de longe a tensão de todo mundo a cada jogada, é incrível hahah deve ser meu esporte preferido dos jogos de inverno (por mais que os outros todos também sejam muito legais).  



4. QUEIMADA
tá aí a única coisa que eu fazia com gosto nas aulas de educação física: jogar queimada! era a melhor coisa. a gente jogava como se nossa vida dependesse daquilo, até euzinha me sentia impelida a levar o jogo a sério. incrivelmente, eu era boa na queimada. talvez porque eu ~treinasse, já que jogava com os amigos do prédio também. mas acho que era só porque eu conseguia fugir da bola e sempre ficava até o final das partidas, aí dava a impressão de que eu mandava bem. eu ainda morria de pavor de levar uma bolada na cara (já levei, não recomendo), então o coração batia loucamente de ansiedade - e de ficar correndo pra lá e pra cá, claro -, mas no fim das contas a sensação era ótima <3



5. RUGBY
antes de mais nada: HAHAHAHAHAH imagina eu jogando esse negócio que absurdo hahahaha mas enfim, vamos lá. eu nem sei a diferença entre rugby e futebol americano. eu não faço ideia das regras de nenhum dos dois (por mais que já tenham me explicado um total de dezenove vezes). eu tenho pavor só de pensar em ser atacada por um grupo de jogadoras adversárias. eu fico roxa com uma facilidade assustadora, então no final de cada jogo eu estaria mais acabada que os lutadores de mma. e por aí vai. mas existe um time de rugby feminino na minha faculdade e por alguns segundos eu cogitei seriamente fazer parte dele. também desisti da ideia em poucos segundos, mas achei justo colocar aqui na lista. 



eu acho que já deu pra perceber, mas não custa deixar claro: não curto sofrimento. a endorfina liberada após os exercícios físicos não é o suficiente pra me convencer a continuar com eles (ou talvez eu não faça exercício suficiente pra perceber a parte boa, vai saber). e é por essas e outras que o seguinte lema deboísta me representa:



tema sugerido pro mês de agosto pelo Rotaroots :)


terça-feira, 18 de agosto de 2015

madame bovary, o livro que me tomou 1 mês

alguns dias antes de entrarmos em julho eu descobri a existência do clube do livro da noelle (clica nos dois links, gente!) e fiquei super empolgada pra participar, a ideia de ser parte de um desses sempre esteve aqui presente em mim. pra me incentivar ainda mais, a leitura escolhida pelo clube pra esse meu primeiro mês foi justo MADAME BOVARY, do flaubert. e isso era um incentivo por motivos de:

1) eu tenho esse livro há tempos 
2) ele tá na minha lista de espera desde que chegou 
3) a lista só cresce, então tava na hora de eu me livrar dessa leiturinha de uma vez por todas


quem me deu o livro foi meu namorado. aliás, acho importante registrar que ele é esse tipo maravilhoso de pessoa que acha uns livros já esquecidos em casa e separa pra me dar, sabendo que eu me interesso pelas leituras. puro amor! <3 sendo assim, de repente, eu apareci em casa com um montinho de volumes novos, só esperando pelo dia em que eu criaria coragem para lê-los. minha minha mãe pegou madame bovary pra ler no momento em que colocou os olhos nele, ou seja, ela leu antes de mim. o curioso é que passaram-se infinitos tempos e ela não tinha terminado ainda. eu entendo que minha mãe tem muita coisa pra fazer e nem sempre sobra tempo pra leitura, então não levei muito em consideração a tal demora, mas eu realmente deveria ter desconfiado de alguma coisa...

quando eu disse "mãe, vou pegar o bovary, tá? é a leitura do mês no clube que eu tô participando, depois te devolvo", ela não pensou nem por 1 segundo antes de me entregar, não teve aquele momentinho de hesitação de quem pretende terminar de ler. outro sinal de que algo estava claramente errado, mas ainda assim eu não tinha percebido. isso porque minha empolgação pra começar logo tava bem grande.

eu confesso que sabia pouco sobre a história do livro (sim, eu faço letras. sim, eu prefiro literatura nacional. não, eu não acho que eu seja obrigada a conhecer todos os livros famosos do mundo - só um pouco). eu só tinha noção de que se tratava de adultério e de que o livro era importante, mais nada. pra começar, vou tentar resumir tudo aqui, rapidamente, sem entrar muito em detalhes: um médico chamado charles bovary, após perder sua primeira esposa, casa-se com emma (a tal madame bovary que dá nome ao livro). no começo tudo vai bem, até que emma passa a se sentir cada vez mais desiludida e insatisfeita com tudo ao seu redor, principalmente com seu marido. em um determinado momento, ela arruma um amante. depois, arruma outro. e o marido continua lá, firme e forte, sem desconfiar de nada e endeusando essa esposa como se ela fosse a última bolacha de todos os pacotes existentes. mas emma continua infeliz e, talvez para preencher seu vazio, gasta mais do que tem fazendo compras. isso faz com que a moça se encha de dívidas que a família não pode pagar. aí o final da história eu não vou contar, porque já é spoiler demais e eu realmente não sou dessas (a menos que você faça questão de saber, aí a gente conversa!).

sobre a história: meu resumo tá bem pobre, mas é basicamente isso mesmo que acontece. achei bem normalzinho pros dias de hoje, mas entendo que o livro mereça reconhecimento por ter sido escrito lá em 1857. isso porque, na época, imagina o choque que deve ter sido o fato de uma mulher ser retratada dessa forma - infeliz no casamento, mas dona de si o suficiente pra se envolver com quem bem entendesse do jeito como ela fez.

sobre a maneira como a história é contada: achei um saco. é aqueles livros com descrições absolutamente completas, com páginas e páginas falando sobre paisagens e coisas totalmente irrelevantes pro desenrolar dos fatos. eu acho legal saber dos detalhes, mas não acho nada bacana que a leitura se arraste com coisas desnecessárias. foi muito cansativo, eu lia sofrendo. falei mal do livro do começo ao fim, pra quem quisesse ouvir. demorei mais de um mês pra terminar e o livro tem pouco mais de duzentas páginas, sabe? se fluísse bem, eu teria terminado em dois dias...

sobre a própria madame bovary: como personagem principal de uma história, acho interessante. como pessoa pra se conviver, acho insuportável. o que significa que eu não gostei dela at all, mas nem por isso tiro o mérito da moça. não sei se vocês sabem, mas lá no século XIX inventaram o termo bovarismo, inspirado na própria bovary, que, segundo a definição da wikipedia (heh), "faz referência ao estado de insatisfação crônica de um ser humano, produzido pelo contraste entre suas ilusões e aspirações e a realidade frustrante". deu pra perceber que a mulher é uma chata de galocha? porque ela é. nada tá bom, tudo é insuficiente, sempre falta alguma coisa, nunca tá do jeito que ela gosta. eles até mudam de cidade pra ver se ela fica mais feliz, ela faz apenas o que bem entende, o marido só falta colocar a bonita num pedestal, e ela continua achando que a vida dela é uma bosta e blablabla. um saco.

sobre o final do livro: odiei. fiquei surpresa com os últimos acontecimentos, eu realmente não tava esperando. mas olha... não acredito que me arrastei por mais de trinta dias pra ler esse livro chato e ele terminou daquela maneira. flaubert, meu bem: achei ofensivo, troca! e se você aí tiver se perguntando e quiser saber o que acontece, cê vai ter de ler o livro ;)